YouTube tira do ar vídeo da Câmara de Maceió sobre comprovante vacinal nas escolas

Assessoria do Legislativo confirmou que live foi derrubado ainda durante a transmissão. Plataforma tem política contra desinformação sobre vacinas.

5 de março de 2022

Foto: reprodução

O YouTube retirou do ar a live da Câmara Municipal de Maceió de uma audiência pública sobre a decisão judicial que obriga a comprovação de vacinação das crianças contra Covid-19 nas escolas. A sessão era transmitida na manhã de quinta-feira (3) quando foi derrubada “por violação das políticas da plataforma”.

A informação foi confirmada pela assessoria da Câmara. Apenas o vídeo do fim da audiência, com 21 minutos e 51 segundos, foi mantido no ar pela plataforma.

No início de fevereiro, a Justiça determinou que as escolas públicas e privadas de Maceió cobrem a apresentação do comprovante de vacinação de crianças e adolescentes contra Covid-19.

As portarias geraram debates, principalmente nas redes sociais, entre pais favoráveis e contrários à determinação, o que fez com que a Câmara marcasse a audiência pública para discutir o tema.

A vereadora Teca Nelma (PSDB) postou em seu perfil no Twitter que vereadores presentes na audiência promoveram desinformação sobre vacinas.

Contrário à exigência do comprovante de vacinação contra Covid-19, o vereador Leonardo Dias (PSD) classificou a retirada da transmissão do ar de censura.

“O YouTube simplesmente retirou do ar o vídeo da audiência pública sobre passaporte sanitário nas escolas, realizada pela Câmara Municipal de Maceió. Uma censura absurda sobre uma Casa que tem a missão de dar voz à população e de debater os temas de interesse da sociedade”, postou o vereador em seu perfil nas redes sociais.

O que diz a política do YouTube

Desde o dia 16 de abril de 2021, a plataforma retira do ar vídeos com:

conteúdo que recomenda o uso de ivermectina ou hidroxicloroquina para o tratamento da Covid-19;
conteúdo que recomenda o uso de ivermectina ou hidroxicloroquina para prevenção da Covid-19;
afirmações de que ivermectina ou hidroxicloroquina são tratamentos eficazes contra a Covid-19;
alegações de que há um método de prevenção garantido contra a Covid-19;
afirmações de que determinados remédios ou vacinas são uma cura garantida para a Covid-19.
Além disso, em suas diretrizes, o YouTube diz que “também não é permitido o envio de conteúdo que dissemine informações médicas incorretas que contrariem as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS)”.

De acordo com a empresa, a conduta mencionada vale para:

tratamento;
prevenção;
diagnóstico;
transmissão;
diretrizes sobre distanciamento social e autoisolamento;
e a existência da Covid-19.

Info: G1

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