Dias esteve na última quarta-feira (10) em audiência na Câmara dos Deputados para debater com parlamentares sobre a reforma, em análise no Congresso.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, defendeu um “cashback” para as famílias inscritas no Cadastro Único, ou seja, a devolução de parte do imposto pago, na reforma tributária.
Dias esteve na última quarta-feira (10) em audiência na Câmara dos Deputados para debater com parlamentares sobre a reforma, em análise no Congresso.
A ideia é que o retorno do tributo diminua o valor dos impostos nos consumos da população e baixa renda. Para o ministro, a devolução traria maior “justiça social”.
— Considero possível o modelo cashback, ele garante uma condição real da gente chegar a quem realmente a gente quer que chegue, que espero que sejam os mais pobres […] É eficiente se a opção for ter o CadÚnico como referência — afirmou.
O grupo de trabalho responsável pelo tema debate como o abatimento do valor seria colocado em prática. Para o deputado Jonas Donizette (PSB-SP), o ‘cashback’ pode ser imediato, a partir do fornecimento do CPF da pessoa cadastrada no CadÚnico:
— A proposta é identificar se a pessoa está no CadÚnico na hora da compra. A pessoa passaria os produtos no caixa do supermercado e, mediante o CadÚnico ou o próprio CPF, identificaria a renda e se ela está enquadrada. A partir daí, o imposto reduziria ou zeraria. É uma coisa chamada imposto progressivo.
Em entrevista ao GLOBO no mês passado, o secretário extraordinário do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, defendeu a adoção de um sistema de ‘cashback’ de imposto para estudantes
— Assim, se consegue fazer uma desoneração total ou quase total para uma pessoa de classe média e classe média baixa, que paga uma mensalidade baixa para o filho, e desonerar pouco a mensalidade da pessoa rica que coloca o filho na escola que custa R$ 10 mil por mês — disse, na ocasião.