Segundo informações repassadas para a TV Globo, estão fora das ruas o tenente Tiago Carvalho da Silva e o capitão Élton Máximo de Macedo, do Batalhão de Choque, e o major Gilson Monteiro da Silva, do 13° Batalhão.

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Três oficiais da Polícia Militar de Pernambuco estão entre os 16 homens afastados após a ação truculenta na repressão ao protesto pacífico realizado no sábado (29) contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Estão fora do trabalho nas ruas o tenente Tiago Carvalho da Silva e o capitão Élton Máximo de Macedo, do Batalhão de Choque, e o major Gilson Monteiro da Silva, do 13° Batalhão.
A TV Globo confirmou os nomes e os cargos dos três oficiais afastados. Os outros afastados são praças.
Um dos PMs afastados é Thiago Carvalho da Silva. Ele era o oficial de prontidão no dia 29 de maio. O tenente assinou um documento interno sobre a operação, no qual apontou que partiu do então comandante-geral da PM, coronel Vanildo Maranhão, a ordem para dispersão dos manifestantes.
O capitão Élton Máximo Macedo foi filmado no momento em que negociava com advogados de manifestantes.
Ele fez o curso para o Batalhão de Choque há cinco anos. Em 2020, recebeu certificado de curso de promotor de direitos humanos, na Academia Integrada de Defesa Social.
O major Gilson Monteiro da Silva, de acordo com o documento interno da PM, tentou negociar com manifestantes na Praça do Derby, um dos pontos da manifestação, na área central da cidade.
De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS), os oficiais afastados permanecem nas unidades onde estão lotados realizando trabalhos administrativos.
A investigação em curso, feita pela Corregedoria Geral da SDS, deve apontar a participação de cada um no dia do protesto.
O inquérito que apura a ação está em fase inicial. Não houve indiciamento de nenhum dos oficiais. As investigações correm sob sigilo e o governo não informou se algum dos afastados é reincidente.
Em uma coletiva de imprensa realizada na segunda-feira (7), o atual secretário de Defesa Social, Humberto Freire, afirmou que 12 policiais já foram ouvidos e outros depoimentos estão programados para esta semana. Ele substituiu Antônio de Pádua, que deixou o cargo na sexta (4).
O Freire também reafirmou que não houve ordem para que se atirasse nos manifestantes e justificou que a ação de dispersão pode ocorrer em determinados casos.
A alegação, no entanto, contrariou informações contidas no documento interno da PM que cita o coronel Vanildo Maranhão, ex-comandante da PM no estado.
Ele deixou o cargo no dia 1° de junho (veja vídeo abaixo). Em seu lugar assumiu, na sexta-feira (4), o coronel José Roberto Santana.
Info: G1