União Europeia decide reabrir fronteiras mas mantém veto ao Brasil

Em 1º de julho começará a autorização de entrada de cidadãos e residentes dos países aprovados. A reabertura deixa de fora mais de 150 nações.

30 de junho de 2020

Foto: Reprodução

A mortífera covid-19 já matou mais de 176.000 pessoas no Velho Continente e deixou um rastro de marcos históricos lamentáveis, incluindo o isolamento da União Europeia do mundo exterior pela primeira vez na trajetória do bloco.

Mas a Comissão Europeia quer acabar com essa anomalia a partir de 1º de julho com uma lenta reabertura das fronteiras externas que começará com a autorização de entrada para cidadãos e residentes de um reduzido grupo de 15 países, uma seleção que causou uma tremenda balbúrdia entre os membros da UE.

A lista foi definida nesta segunda-feira e inclui Argélia, Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Japão, Geórgia, Marrocos, Montenegro, Nova Zelândia, Ruanda, Sérvia, Tailândia, Tunísia e Uruguai. Os seus cidadãos poderão entrar em todo o território da UE. A China poderá ser incluída na lista se o Governo de Pequim autorizar a entrada de cidadãos europeus, uma vez que a reciprocidade é uma das condições exigidas por Bruxelas para a reabertura.

A relação dos 15 países foi acordada na segunda-feira pelos representantes permanentes dos Estados membros da UE, após várias semanas de negociações, com uma redação final pré-definida na sexta-feira e discussões que se prolongaram no fim de semana.

O texto pactuado deverá agora ser aprovado pelos 27 Estados, por maioria qualificada, mediante um procedimento escrito que lhes permita pronunciar-se até meio-dia desta terça-feira.

Se o texto for ratificado, como parece bem provável, os cidadãos e os residentes de todos esses países poderão, em tese, entrar no território da UE assim que a medida se tornar oficial e for posta em prática pelos países membros.

Mas essa é a teoria. A realidade é que o texto aprovado nada mais é do que uma recomendação que mantém o veto a mais de 150 países, incluindo Estados Unidos, Brasil, Rússia e Índia, e não garante a entrada das pessoas dos países selecionados.

Os parceiros da UE podem manter o veto a alguns deles se considerarem sua situação epidemiológica pouco confiável. Além disso, a recomendação não se aplica à Irlanda e à Dinamarca, dois países que mantêm status especial em matéria de fronteiras.

Info: El País

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