‘Todas pessoas serão responsabilizadas’, afirma Dino sobre punição a vândalos bolsonaristas

Futuro ministro da Justiça afirmou que medidas para identificar e condenar envolvidos em depredação de prédio da PF vai prosseguir nos próximos dias. Secretário de Segurança do DF afirmou que não vai tolerar vandalismo.

13 de dezembro de 2022

Foto: reprodução

O futuro ministro da Justiça, Flávio Dino, deu uma entrevista coletiva na noite desta segunda-feira (12) para comentar os atos de vândalos bolsonaristas, que depredaram um prédio da Polícia Federal e atearam fogo em veículos em Brasília.

Dino disse que já foram tomadas medidas para responsabilizar os culpados e que esse processo de identificar e punir os vândalos vai prosseguir nos próximos dias.

“Estamos aqui para consignar o fundamental. Em primeiro lugar, as medidas de responsabilização já adotadas — as que foram adotadas hoje e que vão ser adotadas a partir de amanhã — vão prosseguir”, afirmou Dino.

O futuro ministro da Justiça afirmou que todas as pessoas envolvidas serão responsabilizadas.

“Ninguém, absolutamente ninguém com atos de violência vai fazer cessar a providência de responsabilização. Isso todos podem ficar tranquilos. Com serenidade, com prudência, com tranquilidade, nos termos da lei. Todas as pessoas serão responsabilizadas”, continuou Dino.

O secretário de Segurança do Distrito Federal, Júlio Danilo, ao lado de Dino na entrevista, afirmou que o DF não vai tolerar vandalismo e vai punir os culpados.

“A gente não vai tolerar. Aquelas pessoas que venham a ser identificadas serão responsabilizadas. A gente vai trabalhar, esse trabalho de identificar, foram feitas imagens, tem como a gente identificar”, declarou o secretário.

A ação dos vândalos bolsonaristas ocorreu no início da noite desta segunda. O grupo jogou pedras contra o prédio da PF, danificou veículos e ateou fogo em ônibus.

A Polícia Militar do Distrito Federal foi chamada e houve confronto. Tiros de borracha e bombas de efeito moral foram lançadas.

O tumulto se espalhou por outras partes da cidade, próximas ao prédio da PF. Os bolsonaristas reclamavam da prisão de um cacique, investigado por atos antidemocráticos e por reunir pessoas para o cometimento de crimes.

Info: G1

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