O uso de duas doses de reforço também tem potencial de proteção conta a ômicron, mas com muito menos eficiência na comparação com as variantes anteriores.

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Desde que o Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul (NICD, na sigla em inglês), comunicou, no dia 25 de novembro, a descoberta de uma nova variante do coronavírus, pesquisadores e cientistas de universidades e laboratórios têm se dedicado a buscar respostas que ajudem a proteger a população.
Nesta semana, a Moderna anunciou que a dose de reforço de seu imunizante funciona contra a ômicron. Hoje, os laborátorios AstraZeneca e Pfizer-BioNTech informaram que a terceira dose das suas vacinas contra a Covid-19 aumentou significativamente a resposta imunológica à cepa, de acordo com um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Oxford.
O estudo de laboratório comparou os níveis de anticorpos em amostras de sangue de pessoas que receberam duas doses da vacina com amostras de pessoas que receberam uma terceira dose. O resultado, que ainda precisa ser revisado por pares, aponta que os níveis de anticorpos neutralizantes aumentaram de forma expressiva após uma terceira dose.
O uso de duas doses de reforço também tem potencial de proteção conta a ômicron, mas com muito menos eficiência na comparação com as variantes anteriores.
“Em resumo, a neutralização contra a ômicron é aumentada após uma terceira dose de vacina, o que significa que a campanha para implantar vacinas de reforço deve adicionar proteção considerável contra a infecção por ômicron” escreveram os pesquisadores.
A pesquisa também ressaltou que pessoas não vacinadas que se recuperaram de Covid-19 provavelmente têm “pouca proteção contra reinfecção com ômicron”, embora possam ter alguma proteção contra doenças graves.