Sérgio Camargo é acusado pelo MPT por assédio moral, discriminação e perseguição ideológica

O MPT pediu o afastamento de Camargo, além do pagamento de uma indenização de 200 mil reais por danos morais. 

30 de agosto de 2021

Reprodução

O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, foi denunciado no Ministério Público do Trabalho (MPT) por assédio moral, perseguição ideológica e discriminação. A informação foi divulgada no último domingo, 29, no Fantástico, da TV Globo.

Nos depoimentos obtidos pelo programa, servidores do órgão dizem que Camargo associa pessoas de “cabelos altos” a malandros. De acordo com os funcionários, concursados teriam pedido demissão por causa de um clima de terror psicológico criado na instituição sob o comando do atual presidente do órgão, que perseguiria o que ele define por “esquerdistas”.

Em reposta, o MPT pediu o afastamento de Camargo, além do pagamento de uma indenização de 200 mil reais por danos morais.

Nas redes sociais, o presidente da Fundação se manifestou sobre temas relacionados à denúncia. No Twitter, ele escreveu que O MPT “não tem autoridade para investigar servidores ou pessoas em cargos comissionados. “Somos regidos pelo estatuto, não pela CLT. As acusações partiram de militantes vitimistas e traíras. Há duas cartas públicas em minha defesa assinadas por todos os servidores da Palmares”, disse.

Em outra publicação, Camargo afirma qe “ter orgulho do cabelo é ridículo para o negro” e que o negro orgulhoso de seu cabelo é um “fracassado a serviço do vitimismo”. Ele também destaca que “racismo estrutural” e “raízes africanas” são duas palhaçadas da esquerda que precisam acabar”.

Info: O Povo

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