Rui Costa publicou em seu Twitter uma fala que rebate o Presidente

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O governador baiano, Rui Costa (PT), disse “a Bahia luta contra e não vai tolerar nunca milícias nem bandidagem” e disse que havia “laços de amizade” da Presidência com o miliciano morto. O comentário do político é uma reação à fala do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que disse levantou uma insinuação a respeito da ação da Polícia Militar da Bahia sobre a morte do ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Especiais) Adriano da Nóbrega.

“Quem é o responsável pela morte do capitão Adriano? PM da Bahia, do PT. Precisa falar mais alguma coisa?” disse Bolsonaro hoje no Rio. O ministro da Justiça, Sergio Moro, também chegou a ligar a morte do ex-capitão do Bope ao governo estadual, comandado pelo PT.
Adriano foi morto no último final de semana em Esplanada, cidade a cerca de 160 quilômetros de Salvador. Ele é acusado de comandar uma milícia no Rio.
Rui Costa publicou em seu Twitter uma fala que rebate o presidente. “Na Bahia, trabalhamos duro para prevalecer a lei e o Estado de Direito.” O governador diz que, na Bahia, “a determinação é cumprir ordem judicial e prender criminosos com vida”. “Mas se estes atiram contra pais e mães de família que representam a sociedade, os mesmos têm o direito de salvar suas próprias vidas, mesmo que os marginais mantenham laços de amizade com a Presidência”. Homenagem O governador também comentou o fato de o presidente ter pedido para que seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), homenageasse o miliciano na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e em 2003. “Eu é que pedi para o meu filho condecorar para que não haja dúvida. Ele era um herói [na época]. O meu filho, recém-eleito, eu que determinei, pode trazer para cima de mim isso aí. O meu filho condecorou centenas de policiais”, disse Bolsonaro a jornalistas no Rio. Nas redes sociais, Costa disse que “o governo do estado da Bahia não mantém laços de amizade nem presta homenagens a bandidos nem procurados pela Justiça”.
FONTE: UOL