Recife é a capital do Nordeste com maior número de adultos com depressão, aponta Ministério da Saúde

Em todo o País, em média 11,3% dos brasileiros relatam um diagnóstico médico de depressão.

27 de abril de 2022

Reprodução

Um levantamento inédito publicado pelo Ministério da Saúde neste mês coloca Recife  como a capital do Nordeste com o maior número de pessoas com 18 anos ou mais que relataram um diagnóstico médico por depressão. A capital pernambucana contabiliza 12,5% de registros nessa parcela da população, ficando na frente de Natal, que contabiliza 11,8%, conforme dados tabulados pelo órgão ministerial através da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) – ano base 2021.

Em todo o País, em média 11,3% dos brasileiros relatam um diagnóstico médico de depressão. É um número bem acima da média apontada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para o Brasil, de 5,3%. A pesquisa Vigitel é aplicada todos os anos, e tem como objetivo coletar informações que dizem respeito à saúde nas capitais brasileiras.

Essa é a primeira vez que a pesquisa traz números relacionados à depressão. Entre os sintomas da condição, estão: tristeza persistente, desânimo, baixa autoestima, sentimento de inutilidade, alterações no apetite, ganho ou perda de peso súbita, insônia, excesso de sono e fadiga acentuada.

A pandemia em si, as questões econômicas, o aumento elevado de desemprego… Todos esses fatores contribuem de forma significativa para o elevado número de diagnósticos na capital potiguar”, avalia o preceptor psicólogo do Instituto Santos Dumont, Robson Rates.

Ele destaca, ainda, que com o teleatendimento em saúde, um número maior  de pessoas conseguiu ter acesso direto às equipes médicas. “Temos um aumento significativo desses dados. Mas, com certeza, esses números ainda não demonstram a realidade dos consultórios, pois estão subnotificados. O número real é, provavelmente, muito maior”, reforça.

No conjunto das 27 cidades, a frequência do diagnóstico médico de depressão foi de 11,3%, sendo maior entre as mulheres (14,7%) do que entre os homens (7,3%). Entre os homens, a frequência dessa condição tende a crescer com o aumento da escolaridade.

Ranking do Nordeste:

-Recife: 12,5%

-Natal: 11,8%

– Fortaleza: 11,4%

– Maceió: 11,3%

– João Pessoa: 11-0%

-Aracaju: 10,9%-

-Teresina: 10,8%

-Salvador: 8,0%

-São Luís: 8,0%

Info: G1

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