Por que o coronavírus pode nunca desaparecer? Entenda os motivos

O diretor de emergências da OMS, Mike Ryan, colocou-se contra a tentativa de prever quando o vírus desaparecerá.

14 de maio de 2020

Diretor de emergências da OMS, Mike Ryan (Foto: Reprodução)

O coronavírus “pode ​​nunca desaparecer”, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS). Falando em uma conferência online na quarta-feira (13), o diretor de emergências da OMS, Mike Ryan, colocou-se contra a tentativa de prever quando o vírus desaparecerá.

A ONU, por sua vez, alertou que a pandemia está causando sofrimento generalizado e problemas de saúde mental — particularmente em países onde há falta de investimento nessa área. O órgão instou que governos incluam considerações sobre saúde mental como parte de sua resposta geral à crise.

“É importante deixar claro: esse vírus pode se tornar apenas outro vírus endêmico em nossas comunidades e pode nunca ir embora”, disse Ryan, de Genebra, na entrevista coletiva virtual.

Para ele, o mundo tem “uma chance” de eliminar o vírus, mas uma vacina teria que ser disponibilizada, teria que ser altamente efetiva e disponibilizada para todos. “A doença pode tornar-se um problema de longo prazo ou não.”

Atualmente, existem mais de cem possíveis vacinas em desenvolvimento — mas Ryan observou que existem outras doenças, como o sarampo, que ainda não foram eliminadas, apesar de haver vacinas para elas.

A epidemiologista da OMS Maria van Kerkhove também disse no briefing: “Precisamos nos acostumar com a ideia de que levará algum tempo para sair dessa pandemia”. Essas colocações vieram num momento em que em que vários países estão gradualmente aliviando quarentenas e reabrindo suas economias.

Tedros, da OMS, alertou que não há maneira garantida de diminuir as restrições sem desencadear uma segunda onda de infecções. “Muitos países gostariam de deixar de adotar as diferentes medidas”, disse o chefe da OMS. “Mas nossa recomendação ainda é que o alerta em qualquer país deve estar no nível mais alto possível.”

Ryan acrescentou: “Existem alguns que consideram que os ‘lockdowns’ são perfeitos ou que aliviá-los seria ótimo. As duas colocações são perigosas”.

Info: G1 / Bem Estar

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