No inquérito, a PF anexou um tweet feito pelo bolsonarista em suas redes sociais.

A Polícia Federal (PF) incluiu o deputado baiano Capitão Alden (PL) no relatório que indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo (SP) por obstrução no inquérito sobre a trama golpista.
Na investigação, a PF vê as tentativas de contato do parlamentar durante as manifestações em apoio ao ex-mandatário, no dia 3 de agosto, como forma de driblar as medidas restritivas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Modus operandi de utilização de terceiros para burlar a medida cautelar. Esse mesmo vídeo foi publicado pelo Deputado Federal ALDEN JOSÉ LÁZARO DA SILVA em seu perfil na plataforma social X às 13h44min deste mesmo dia. Na publicação, o parlamentar escreve exatamente a mesma mensagem enviada pelo ex-presidente e afirma “nós quem agradecemos Presidente!”, diz um trecho do relatório da PF.
O vídeo em questão mostra o ex-presidente Jair Bolsonaro fazendo aparição nos protestos por meio de uma vídeo-chamada no WhatsApp. Na ocasião, Bolsonaro disse: “Não, eu não posso falar não … um abraço Bahia, um bom dia a todos vocês”.
Em seguida, o ex-Executivo completou mandando a seguinte mensagem por texto: “Obrigado Bahia. Dep Cap Alden. Pela liberdade .Jair Bolsonaro”.
No inquérito, a PF anexou um tweet feito pelo bolsonarista em suas redes sociais.
O ex-presidente Jair Bolsonaro e o filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, foram indiciados por coação no processo que também investiga a tentativa de golpe de Estado na noite da última quarta-feira, 20.