Pernambuco confirma mais um caso de Candida auris; paciente está internado

Pernambuco contabiliza quatro casos do superfungo no Estado somente este ano.

30 de maio de 2023

Reprodução

Mais um caso de Candida auris foi registrado em Pernambuco, nesta segunda-feira (29). O infectado é um homem de 63 anos que está internado no Hospital Miguel Arraes (HMA), em Paulista, na Região Metropolitana do Recife.

A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), que, agora, contabiliza quatro casos do superfungo no Estado somente este ano, sendo dois deles no Hospital Miguel Arraes.

O paciente mais recente a ser diagnosticado com a Candida auris deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HMA em virtude de problemas ortopédicos. Segundo a SES-PE, ele encontra-se isolado no setor.

Nas últimas semanas, a SES-PE também confirmou outros três casos do superfungo, sendo um paciente de 48 anos, no HMA; um de 77 anos, no Hospital do Tricentenário, em Olinda; e um outro, de 66 anos, em um hospital privado do Recife.

Este último, segundo a SES-PE, evoluiu bem e recebeu alta da unidade de saúde no último final de semana. Os demais continuam nas respectivas unidades de saúde.

A pasta lembra que eles foram internados devido a outras motivações, não apresentando repercussões clínicas decorrentes do superfungo.

Monitoramento

Na quinta-feira (25), um comitê técnico foi formado para identificar, prevenir e controlar as colonizações e infecções por Candida auris nos serviços de saúde de Pernambuco.

O comitê é formado por membros das secretarias executivas de Vigilância em Saúde e Atenção Primária (SEVSAP), de Atenção à Saúde (SEAS), de Regulação em Saúde, além do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Pernambuco (CIEVS-PE), da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-PE) e especialistas da área da infectologia.

Sobre o superfungo

Nunca foi identificada nenhuma infecção por Candida auris fora do ambiente hospitalar. A espécie pode sobreviver por meses em superfícies, mas a sua transmissão só se dá pelo contato direto com pessoas infectadas ou com objetos.

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