Paulo Câmara reverencia Miguel Arraes e diz que golpe militar jamais pode ser comemorado

Dentre as lembranças da ditadura está o do ex-governador pernambucano Miguel Arraes, destituído de seu primeiro mandato pelos militares, em 1964.

31 de março de 2021

Foto: Reprodução

O golpe militar de 1964 completa 57 anos nesta quarta-feira, 31 março, com as Forças Armadas sem comando principal.  Em meio a data, várias entidades e representantes públicos se posicionaram a respeito das memórias referentes ao acontecimento.

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, se referiu ao golpe militar como “um dia para ser sempre lembrado, mas jamais comemorado”. Para ele, “é preciso reverenciar aqueles que lutaram bravamente para restaurar a liberdade e a democracia”

“Hoje é um dia para ser sempre lembrado, mas jamais comemorado. Há 57 anos, o Brasil mergulhava no autoritarismo, e é preciso reverenciar aqueles que lutaram bravamente para restaurar a liberdade e a democracia”, postou em suas redes sociais.

Dentre as lembranças da ditadura está o do ex-governador pernambucano Miguel Arraes, destituído de seu primeiro mandato pelos  militares, em 1964. Miguel ficou preso por um ano depois exilou-se na Argélia. Anos depois, na década de 1980, participou do processo de redemocratização do país como um dos principais líderes políticos da região Nordeste, sempre pelo Partido Socialista Brasileiro.

“Entre eles, o nosso eterno Gov. Miguel Arraes, que jamais se dobrou às imposições da ditadura. Em seu nome, saúdo todos os que combateram o bom combate para devolver a luz ao nosso país”, concluiu.

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