O governador pernambucano também se disse preocupado com a atual situação do Brasil, que nos últimos dias viu disparar o número de casos de coronavírus.

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O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, foi mais um a se pronunciar sobre a saída de Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Após Camilo Santana, do Ceará, dizer que “o mais grave são os fatores alegados”, e Rui Costa, da Bahia, disparar que a fala do ex-ministro “são uma delação premiada contra Bolsonaro”, foi a vez do chefe do Executivo pernambucano fazer suas considerações sobre o caso.
Em sua avaliação, a saída de Moro “evidencia a instabilidade do governo federal” e que “o país precisa de instituições fortes, de soluções que só podem vir da construção democrática, conduzida por valores republicanos”.
“A saída do Ministro Moro evidencia a instabilidade do governo federal, mas preocupa também por outra revelação contundente: a ameaça de ingerência política nas ações policiais. O país precisa de instituições fortes, de soluções que só podem vir da construção democrática, conduzida por valores republicanos. Enfrentar uma pandemia já é desafio suficiente, demanda ação conjunta e integrada. A começar pelo governo nacional”, postou em suas redes sociais.
A saída do Ministro Moro evidencia a instabilidade do governo federal, mas preocupa também por outra revelação contundente: a ameaça de ingerência política nas ações policiais. +
— Paulo Câmara (@paulocamaraofc) April 24, 2020
O pernambucano também se disse preocupado com a atual situação do Brasil, que nos últimos dias viu disparar o número de casos de coronavírus.
“É inaceitável a insistência em criar problemas, diante de uma crise crescente, que ameaça a vida das pessoas. Serenidade e responsabilidade são princípios imprescindíveis. As ações em favor do povo brasileiro merecem respeito e priorização”, finalizou.
Saída de Moro
O estopim para a decisão da saída de Moro foi a confirmação da demissão do diretor-geral da PF, Maurício Valeixo. Em sua fala, o ex-ministro citou diversas vezes que Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal. “Avisei que seria uma interferência política e Bolsonaro disse que era mesmo”. Ele citou tentativas de acesso do presidente a investigações sigiolosas.
“Não é tanto a questão de quem colocar, mas de porque trocar e permitir que seja feita interferência politica no âmbito da Polícia Federal”, sustentou. A exoneração de Valeixo, disse Moro, é uma “sinalização que o presidente também me quer fora do cargo” e que ele não teria como aceitar essa substituição. “Isso foi ofensivo”, disse sobre não ter ficado sabendo sobre a exoneração do chefe da PF.