Nesta quarta (27), presidente da Câmara disse que acha 'inaceitável' a CPI ter pedido indiciamento de deputados. Presidente da CPI disse que deputados têm que ser responsabilizados por disseminar desinformação.

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O senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Covid, e o relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), criticaram nesta quinta-feira (28) a defesa que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), fez de deputados listados no relatório final da comissão.
Nesta quarta (27), Lira disse que acha “inaceitável” deputados estarem entre os pedidos de indiciamento aprovados pela CPI.
A cúpula da comissão também reforçou que o documento não vai mais ser entregue a Lira – o calendário inicial previa, entre os diversos despachos, a entrega em mãos ao presidente da Câmara.
O documento final aprovado pela comissão recomenda o indiciamento de 78 pessoas, incluindo o presidente Jair Bolsonaro e os filhos com cargo público, e duas empresas. Destes, seis são deputados federais.
“É inacreditável o que ele falou, até porque nós não tínhamos como deixar de sugerir o indiciamento dos parlamentares, uma vez que há provas sobejas da conduta criminal deles. E nós tínhamos que fazer, isso é uma regra geral. Não pode fazer com uns e não fazer com outros, porque são parlamentares”, afirmou Renan, após a cúpula da CPI levar o relatório final para o Tribunal de Contas da União (TCU).
“Não há como aprofundar uma investigação, detectar as digitais de parlamentares e silenciar diante disso. O papel das CPIs é exatamente o contrário”, continuou o relator.
Aziz disse que o pedido de indiciamento dos deputados não é um excesso e que parlamentares têm que se responsabilizar pelo o que falam, ainda mais quando se trata de desinformação durante uma pandemia.
“Liberdade de expressão é uma coisa, indução à morte é outra. Um parlamentar que tem a responsabilidade de falar à população e coloca fake news dizendo que cloroquina salva, que imunização de rebanho é boa, induziu a morte de brasileiros. Nós temos que tomar as providências em relação à irresponsabilidade de se colocar certas coisas nas suas redes sociais atribuindo liberdade de expressão. Liberdade de expressão não é libertinagem de expressão”, afirmou o presidente da CPI.
“Se há um entendimento de que há excessos, isso é problema de quem acha excesso. Eu acho pouco você investigar um parlamentar por induzir a morte de brasileiros. É muito pouco para ele”, completou.
Info: G1