“O lockdown está em discussão”, afirma Camilo Santana

“O crescimento no número de casos e no número de mortes faz com que a gente discuta sobre medidas mais rigorosas”, disse o governador do Ceará

1 de maio de 2020

Foto: Reprodução

O governador do Ceará, Camilo Santana, concedeu entrevista coletiva na noite desta sexta-feira, 01, no Palácio da Abolição. O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, o secretário da Saúde do Estado, o médico Carlos Roberto Martins Sobrinho, o Cabeto, e a titular da Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza, Joana Maciel, também estiveram presentes para falar da importância da continuidade do isolamento social como medida de enfrentamento ao coronavírus.

O governador cearense foi firme em falar que nos próximos dias o estado pode entrar com medidas mais rigorosas, inclusive com possibilidades de lockdown, que segundo ele “está em discussão”. O Ceará ultrapassou 8 mil casos e registrou, até às 19 horas desta sexta-feira, 01, 539 óbitos em decorrência do vírus.

“O crescimento no número de casos e no número de mortes faz com que a gente discuta sobre medidas mais rigorosas. Não descartamos nenhum tipo de novas medidas que possam endurecer e assim o isolamento seja cumprido”, afirma o governador Camilo Santana. “Se continuarmos da forma que está, nós não vamos ter capacidade no sistema público de saúde atender toda a população”, acrescentou.

Já o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, também mostou preocupação quanto a capacidade de leitos ao mesmo tempo em que o vírus tem se propagado pela capital, que apresenta a maior concentração de casos.

“Nos últimos 40 dias, abrimos praticamente 1.500 leitos de UTI em Fortaleza. Mas é preciso a população entender que o tempo de abertura de leitos é maior do que a velocidade de propagação da doença”, avalia o prefeito, que firmou compromisso de entregar nos próximos dias mais 100 leitos.

Prorrogação de decreto

Camilo confirmou também que o decreto de isolamento social será novamente renovado e não há possibilidades de flexibilização e abertura do comercio no momento. “Esse não é o momento de flexibilizar. É o momento de ampliar ainda mais as medidas. Não há menor possibilidade de qualquer flexibilização na Capital cearense”.

COMPARTILHE:


COMENTE: