Número de pessoas queimadas por caravelas-portuguesas aumenta em 5 vezes em UPA de Fortaleza

De julho a agosto, período de reprodução do animal, Unidade Pronto de Atendimento da Praia do Futuro atendeu 50 pessoas.

6 de setembro de 2021

Foto: reprodução

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Praia do Futuro de Fortaleza registrou, de julho a agosto deste ano, um aumento em cinco vezes no número de atendimentos de pacientes feridos por caravelas-portuguesas (Physalia physalis).

Os animais apresentam bolsa de cor púrpura ou azulada e que pertencem ao mesmo grupo das águas-vivas. Elas causam queimadura na pele com o toque, e a orientação dos bombeiros é que as pessoas evitem aproximação.

De acordo com a coordenadora de enfermagem da unidade, Ismênia Marques, em um período de menor reprodução da espécie, a unidade atende, em média, cinco ocorrências por mês. De julho a agosto deste ano, o equipamento de saúde chegou a registrar 50 casos, cinco vezes que nos meses anteriores.

“Somente no último domingo de agosto, foram 20 ocorrências”, diz a coordenadora.

Maior frequência dos animais

No Ceará, a maior frequência de caravelas ocorre no segundo semestre porque os ventos fortes dessa época do ano fazem com que elas sejam transportadas até a faixa de areia.

A pesca predatória e o aquecimento global também reduzem os animais que competem por alimentação com as caravelas, fazendo com haja mais desses animais.

Além de possuir uma região de praia mais extensa, a Praia do Futuro, em Fortaleza, tem um grande fluxo de pessoas, o que promove um maior risco de acidentes. Até outubro, mês de pico das ventanias, a UPA Praia do Futuro se prepara para receber mais demandas deste tipo.

Info: G1

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