Além disso, pela primeira vez, pessoas imunes ao vírus são maioria em relação ao total de infectados.

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O número total de infectados em Teresina voltou a cair nesta semana, somando 201 mil pessoas – na semana anterior, eram 217 mil – segundo a última pesquisa sorológica realizada na capital e divulgada nesta quarta-feira (22). Ainda segundo a pesquisa, já há mais de 93 mil pessoas imunes ao vírus na capital.
O prefeito Firmino Filho (PSDB) apresentou os dados à imprensa por meio de vídeoconferência. Segundo ele, a 14ª etapa da pesquisa confirma o que as últimas etapas vinham apontando: Teresina já passou pelo pico da doença e os índices mais preocupantes estão em queda na capital.
“Esse número [contaminados] teve uma queda no início de julho, depois aumentou entre os dias 11 a 13, mas na última semana caiu novamente em cerca de 7%. Ainda não chegamos à chamada ‘imunidade de rebanho’ [quando a maior parte da população já está imunizada], ainda existe espaço para o crescimento da doença, mas essa quantidade de pessoas que podem se infectar fica cada vez menor”, explicou o prefeito.
Nesta etapa, pela primeira vez, o número de infectados imunes foi maior que o de infectados ativos. Ou seja, a quantidade de pessoas que já testaram positivo e que agora estão, teoricamente, imunes e não contraem nem transmitem mais o vírus, é maior que o número de pessoas que estão ou estiveram doentes e continuam transmitindo a doença. Na pesquisa anterior, eram 102 mil com o vírus ativo e 83 mil imunes.
14ª etapa da pesquisa
– 93 mil imunes e 88 mil com vírus ativo
Outro dado importante também foi apresentado: o total de pessoas que ainda não desenvolveu imunidade e que está com o vírus ativo no corpo. Isso indica infecção recente, há cerca de uma semana, por exemplo. Pela primeira vez, esse dado apresentou queda. Ao todo, o número caiu 35% na última semana, totalizando 20 mil pessoas nesta situação na capital.
Diante disso, o R0, índice que indica quantas pessoas um paciente infectado está contaminando, ficou em 0,66.
“A gente consegue ver isso claramente porque o número de infectados está caindo. O objetivo sempre foi manter esse índice abaixo de 1, que indica que uma pessoa infectada não está transmitindo para mais pessoas”, disse Firmino Filho.
FONTE: G1