Os manifestantes acompanharam um pequeno trio elétrico que saiu do Farol em direção ao Morro do Cristo

(Foto: Vinicius Harfush/CORREIO)
Mesmo com as recomendações de permanecer distante de aglomerações devido a pandemia causada pelo Coronavírus, eleitores do presidente Jair Bolsonaro compareceram ao Farol da Barra, em Salvador, para uma manifestação na manhã deste domingo (15).
Munidos de máscaras, álcool gel e muitos com luvas, além das vuvuzelas, os manifestantes acompanharam um pequeno trio elétrico que saiu do Farol em direção ao Morro do Cristo na Barra. “Vale a pena vir, mesmo com o Corona [vírus]. Como patriotas temos que arcar com as consequências para ter um país mais justo”, afirmou a administradora Márcia Oliveira, de 51 anos.
A contadora Cláudia Adorno, 50, resolveu utilizar a máscara como forma de protesto. Nela, escreveu a seguinte frase: “O vírus que mata o brasileiro é a corrupção”. Essa frase, aliás, foi repetida por diversos cartazes e pessoas na multidão. “Pior que o Corona é a esquerda”, repetiu Adelaide Sena, de 60 anos.
Bolsonaro chegou a pedir que as manifestações marcadas para este domingo fossem adiadas, justamente por conta do Covid-19, mas para Cesar Rodrigues, 46, a presença do público foi por “livre e espontânea vontade”.
Entre seus protestos, Cesar declarou que sua presença no Farol é para evitar que a governabilidade do presidente enfraqueça: “O parlamento quer tirar ainda mais do governo. É muito importante ir contra esse movimento”, disse.
Em cima do carro de som, os organizadores fizeram críticas ao Supremo Tribunal Federal e pediram a saída dos ministros que ocupam as cadeiras. Outras figuras que foram alvo dos manifestantes foram os chamados de “centrão”: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. “Contra o parlamentarismo branco”, reivindicavam.
Info: Correio