Maior hospital de campanha do Recife para Covid-19 é desativado após alta de último paciente

Hospital Provisório Recife 2, localizado nos Coelhos, encerrou o atendimento após mais de 4 meses. Local chegou a ter 350 leitos funcionando.

24 de agosto de 2020

Foto: reprodução

O Hospital Provisório Recife 2, localizado no bairro dos Coelhos, área central do Recife, registrou a alta do último paciente que estava internado no local e foi, oficialmente, desativado. O espaço foi o maior dos sete hospitais provisórios voltados para o combate à Covid-19 construídos pelo município, segundo a prefeitura, e chegou a ter 350 leitos ativos.

Com o fechamento desse hospital provisório, permanecem abertos 464 leitos, sendo 242 de UTI e outros 222 de enfermaria na rede municipal do Recife, segundo a prefeitura.

O policial militar da reserva Ivan Luiz Monteiro, de 58 anos, foi o último paciente a receber alta no local, no domingo (24). Ele ficou internado durante 12 dias e passou pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Morador do bairro da Várzea, Zona Oeste do Recife, Monteiro teve como sintomas iniciais da doença febre, coriza, dores nas articulações e incapacidade de sentir cheiro. “Eu sou um felizardo. Primeiramente pela vontade de Deus, e segundo por vocês do hospital”, declarou ao receber alta.

A desativação do hospital de campanha acontece foi anunciada no dia 11 de agosto e, no dia seguinte, o local deixou de receber novos pacientes. Segundo a prefeitura, o fechamento da unidade se deu porque a ocupação dos leitos está baixa de forma consolidada.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Recife (Sesau), ao longo dessa semana são desmontadas as estruturas das paredes, teto e pisos do hospital. Os equipamentos médico-hospitalares já foram retirados e encaminhados para outras unidades de saúde municipais, como o Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa, em Areias.

Parte dos equipamentos fica temporariamente guardada em galpões caso algum dos hospitais desativados precise voltar a ativa, de acordo com a quantidade de contaminados pelo novo coronavírus no Recife, ainda segundo a Sesau.

Info: G1

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