‘Interromper transmissão da varíola dos macacos é grande desafio’, diz epidemiologista

Para epidemiologista, múltiplas parcerias sexuais são fator que impulsiona disseminação do vírus. Lesões podem ser confundidas com espinhas, por exemplo, fazendo com que infectados não suspeitem se tratar da doença, diz.

8 de agosto de 2022

Foto: reprodução

Desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a monkeypox, ou varíola dos macacos, emergência de saúde pública de importância internacional, o número de casos não para de aumentar no Brasil e em vários países, como nos Estados Unidos.

Mais de 2 mil infecções já foram registradas somente no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, e uma morte foi confirmada.

Em entrevista à DW, Andrea von Zuben, epidemiologista e professora da Unicamp, alerta para a velocidade da contaminação. A especialista aponta que de 95% a 98% dos infectados são homens que declararam fazer sexo com outros homens e que têm múltiplos parceiros.

Um dos maiores problemas seria o aparecimento de lesões que se confundem com espinhas dias depois da contaminação. “Como as lesões não são características, são parecidas com outras coisas, é muito fácil que a pessoa nem pense [que se trata de varíola dos macacos]”, comenta.

Até agora sabe-se que transmissão não é via relação sexual, mas principalmente pelo contato com a pele. “Foi encontrado o vírus em sêmen, mas a transmissão sexual ainda não foi documentada. Mas isso pode mudar a qualquer momento”, diz a epidemiologista. Ela considera que provavelmente o número de casos está ligado a múltiplas parcerias sexuais e que interromper a transmissão é um grande desafio.

Info: G1

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