“Imagina eu explicar isso na favela”, diz Ciro Gomes em evento com empresários

No Twitter, Ciro se disse vítima de “má fé”.

1 de setembro de 2022

Reprodução

O candidato a Presidência da República Ciro Gomes (PDT) afirmou nesta quarta-feira (31), após discurso a empresários na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), ter realizado um “comício para gente preparada”. “Imagina eu explicar isso na favela”, disse o pedetista sobre o modelo econômico que apresentou aos participantes do evento.

Em rodada de perguntas após a fala de Ciro Gomes, o participante Luiz Césio Caetano parabenizou o candidato pela palestra. “Essa foi uma aula, pelo menos para mim foi”, disse.

“Na verdade é um comício. Um comício para gente para gente preparada. Imagina eu explicar isso na favela…”, respondeu Ciro Gomes na sequência.

No Twitter, Ciro se disse vítima de “má fé”. Segundo o candidato, o uso do termo “gente preparada” não foi uma tentativa de “menosprezar a sabedoria popular”.

“A pior luta da sinceridade é contra a hipocrisia. Fiz uma palestra na Firjan sobre temas extremamente técnicos – capazes de serem entendidos por poucos – e conclui com uma autocrítica por usar linguagem tão técnica. Daí a dizer que menosprezei moradores das favelas é muita má fé. […] Usei o termo “gente preparada” no sentido técnico, nunca como menosprezo à sabedoria popular. Que amo e respeito”, disse o pedetista.

Ainda durante o encontro na Firjan, Ciro prometeu criar uma comissão envolvendo o governo, empresários e trabalhadores para a formação de um Código Nacional do Trabalho.

“Eu pretendo nesses seis primeiros meses criar uma comissão tripartite de governo, empresários e trabalhadores em direção a criarmos no Brasil um novo, moderno e audacioso Código Nacional do Trabalho. Então o que eu quero com isso? Qual é a base dessa discussão? A base dessa discussão é o conjunto de práticas internacionais transformadas em resoluções da OIT e validadas essas resoluções pela OIT. Então esse aqui é o primeiro embrião dado do Código Nacional do Trabalho, porque o Brasil vai lá, assina as convenções e aqui dentro não bota em vigor. Não é? A outra é a massa selvagem de conflitos judiciais que hoje remanesce na justiça do trabalho agravada com a reforma trabalhista”, disse o candidato.

COMPARTILHE:


COMENTE: