Unidade de saúde emergencial para casos Covid-19 começa a ser desmontada na manhã desta segunda-feira (21). Parte da rede elétrica já foi retirada.

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A estrutura elétrica, bem como parte dos leitos do Hospital Emergencial de Campanha montado no Estádio Presidente Vargas (PV), em Fortaleza, já começaram a ser removidas. Um dos primeiros destinados para pacientes com o novo coronavírus (Sars-Cov-2), o local estava sem receber pacientes há mais de 50 dias. A equipe do Sistema Verdes Mares acompanhou a desativação da unidade. O esqueleto dos leitos, formado pelas lonas e por estrutura metálica, não estão mais no local. Parte da rede elétrica, como fiação e aparelhos para ventilação, já foi retirada do local. Por isso, o centro está sem energia.
O fechamento do Hospital foi anunciado no último sábado (19). A unidade concentra os últimos leitos temporários para Covid-19. A rede municipal de saúde chegou a te 791 leitos destinados à doença. Agora, são 50 pontos de acolhimento na Capital: 20 no Instituto Doutor José Frota (IJF) II e 30 no Hospital e Maternidade Dra. Zilda Arns Neumann, conhecido como Hospital da Mulher de Fortaleza.
Entre os motivos para a desativação está o comportamento da doença no município, aponta a secretária de Saúde de Fortaleza, Joana Maciel. Segundo a titular da SMS, a Capital está “há oito semanas com níveis estáveis”.
“A gente vem acompanhando indicadores da forma como a comunidade científica internacional orienta. Nós entendemos que o PV já cumpriu o seu papel. Estamos aqui na cidade de Fortaleza em um cenário de bastante estabilidade com relação aos números da Covid-19, tanto no que diz respeito aos casos e óbitos, quanto aos dados assistenciais”, indica.
Cuidados
A baixa procura por leitos, avalia Maciel, também é outro sinal de melhora dos indicadores. “A necessidade de leitos vem se tornando cada vez menor. Nas nossas seis UPAs municipais, nós ampliamos 170 leitos. Tínhamos 96 e construímos mais 170. Todas já foram desativados, felizmente” comemora. A Capital tem em sua rede de saúde 12 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Destas, seis são gerenciadas pelo município e as outras seis são de responsabilidade Estadual.
Erguido em menos de um mês, o hospital foi inaugurado em 18 de abril, data em que recebeu os primeiros pacientes com coronavírus. Foram 1.239 pacientes infectados recebidos no centro ao longo da pandemia, com 1.025 recuperados apenas no Hospital. Nos quatro meses de atuação, a unidade emergencial registrou 140 óbitos em decorrência da doença.
Mesmo com a melhora na Capital, a população deve continuar seguindo as recomendações dos órgãos de saúde. “A pandemia não acabou, apenas estamos em situação de estabilidade. Ainda tem casos, ainda existe circulação viral. Então é muito importante a gente usar máscaras, manter o distanciamento, higienizar bem as mãos, proteger as pessoas de grupo de risco”, reforça Maciel.
Info: DIÁRIO DO NORDESTE