No Grande Recife, 13% da população vive em extrema pobreza.

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O Grande Recife é a região metropolitana com o maior percentual de pessoas em extrema pobreza de todo o Brasil. É o que mostram os dados divulgados nesta segunda (8), no Boletim Desigualdade nas Metrópoles.
O levantamento foi feito pelo Observatório das Metrópoles, a Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul e a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL).
O documento aponta que há mais de 19,8 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza no Brasil. Isto diz respeito a pessoas que vivem em domicílios em que a renda per capita é menor que R$ 160 por mês.
O estudo foi realizado a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua trimestral do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No Grande Recife, 13% da população vive em extrema pobreza. Em seguida, as regiões metropolitanas com o maior percentual de pessoas nessa situação são Salvador (12,2%), Manaus (11,1%), João Pessoa (10,7%) e São Luís (10,1%).
Além disso, 39,7% das pessoas do Grande Recife vivem abaixo da linha da pobreza. Isso quer dizer que a renda per capita dessas famílias é menor que R$ 465. Os números têm como referência o ano de 2021.
Somando-se os dois percentuais, é possível dizer que mais da metade da população do Grande Recife é pobre ou extremamente pobre. São 52,7% nessas situações.
No Recife, a renda média dos mais pobres caiu drasticamente, entre 2014 e 2021, saindo de R$ 354 para R$ 246. Os índices de pobreza também aumentaram nesse período.
A população era composta por 5,3% de pessoas na extrema pobreza, o que aumentou para 13%. Os pobres eram 28,3% e, atualmente, correspondem a 39,7%.
O estudo também mostra que, durante a pandemia, o rendimento médio da população despencou. Saiu de R$ 1.593 para R$ 1.079, menos que o salário-mínimo, que é de R$ 1.212. Isso, para os especialistas, contribui diretamente para o aumento da desigualdade social.
Info: G1