Governo tem que sair do ‘discurso’ e ir para a ‘prática’, diz relator do Orçamento sobre auxílio de R$ 600

Senador Marcelo Castro afirmou queo Palácio do Planalto, se quiser o valor de R$ 600, tem que elaborar proposta para viabilizar a medida. No Orçamento enviado ao Congresso, governo estabeleceu o valor médio de R$ 405.

1 de setembro de 2022

Foto: reprodução

O relator do Orçamento de 2023, senador Marcelo Castro (MDB-PI), afirmou nesta quinta-feira (1º) que, se o governo quer mesmo um Auxílio Brasil no valor de R$ 600 no ano que vem, tem que sair do “discurso” e ir para a “prática”.

Castro deu uma entrevista coletiva no Senado para falar sobre o texto do Orçamento, enviado pelo governo ao Congresso na quarta-feira (31).

No documento, o governo prevê um Auxílio Brasil médio de R$ 405 no ano que vem. O valor está abaixo dos R$ 600 que são pagos atualmente.

A lei que permitiu o auxílio de R$ 600 determinou que o valor seja pago só de agosto a dezembro, meses que cercam a eleição de outubro. O presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, vem dizendo que, se eleito, vai manter os R$ 600 no ano que vem também.

Para Castro, não cabe ao presidente prometer, mas, sim, fazer algo para viabilizar o valor maior. A equipe econômica já alertou que o pagamento dos R$ 200 adicionais não cabe no Orçamento, devido à regra do teto de gastos.

O relator disse que o governo precisa buscar uma solução jurídica e orçamentária.

“Ao presidente da República, data venia, não cabe fazer esse discurso, porque ele tem o poder de propor, ele poderia estar propondo essas soluções orçamentárias, jurídicas. Ninguém votaria contra esse aumento de R$ 200. Ao governo cabe propor, teria que partir do discurso para a prática”, disse o relator.

Questionado sobre qual seria a solução para pagar um auxílio de R$ 600, ao invés de R$ 400, Castro afirmou que há duas alternativas: a aprovação de uma PEC para tirar os R$ 200 adicionais do teto de gasto ou edição de uma medida provisória de crédito extraordinária, em que a despesa sujeita a ela já fica fora do teto de gastos.

Neste ano, a opção do governo foi aprovar uma PEC para fazer o pagamento dos R$ 200 reais adicionais, já que medidas de crédito extraordinário só podem ser editadas em situações urgentes e imprevisíveis, como em tempos de calamidade pública

Castro reforçou que será papel do Executivo propor uma solução para o pagamento do Auxílio Brasil de R$ 600.

Info: G1

COMPARTILHE:


COMENTE: