Para o governador do Ceará, Camilo Santana, a troca "é uma afronta ao Brasil" e "traz enorme insegurança e preocupação".

Nelson Teich chegou a se reunir com governadores do NE em abril (Foto: Reprodução)
Após o anuncio da saída de Nelson Teich do Ministério da Saúde, governadores do Nordeste se posicionaram através das redes sociais sobre mais uma troca em meio à pandemia. Eles externaram preocupação e citaram o difícil momento que a política do Brasil ultrapassa.
Rui Costa, governador da Bahia, classificou a saída de Teich como “inaceitável”.
“Plena #pandemia, em 30 dias, dois ministros da Saúde demitidos por não aceitarem seguir as orientações médicas de um presidente que nada entende de Saúde. O país exige respeito à vida, à medicina e à ciência”, postou em seu twitter.
Inaceitável. Plena #pandemia, em 30 dias, dois ministros da Saúde demitidos por não aceitarem seguir as orientações médicas de um presidente que nada entende de Saúde. O país exige respeito à vida, à medicina e à ciência.
— Rui Costa (@costa_rui) May 15, 2020
Para o governador do Ceará, Camilo Santana, a troca “é uma afronta ao Brasil” e “traz enorme insegurança e preocupação”. “A saída do segundo ministro da Saúde em menos de um mês traz enorme insegurança e preocupação. É inadmissível que, diante da gravíssima crise sanitária que vivemos, o foco do Governo Federal continue sendo em torno de discussões políticas e ideológicas. Isso é uma afronta ao país”, afirmou.
A saída do segundo ministro da Saúde em menos de um mês traz enorme insegurança e preocupação. É inadmissível que, diante da gravíssima crise sanitária que vivemos, o foco do Governo Federal continue sendo em torno de discussões políticas e ideológicas. Isso é uma afronta ao país
— Camilo Santana (@CamiloSantanaCE) May 15, 2020
Já Flávio Dino, governador do Maranhão, pediu que instituições julgassem a “produção de tantos desastres” provados pelo governo Bolsonaro. “A confusão que Bolsonaro cria é única no planeta. Espero que as instituições julguem o quanto antes a produção de tantos desastres, entre os quais a demissão de DOIS ministros da Saúde em meio a uma gigantesca crise sanitária. O Brasil merece uma gestão séria e competente”, postou.
A confusão que Bolsonaro cria é única no planeta. Espero que as instituições julguem o quanto antes a produção de tantos desastres, entre os quais a demissão de DOIS ministros da Saúde em meio a uma gigantesca crise sanitária. O Brasil merece uma gestão séria e competente.
— Flávio Dino 🇧🇷 (@FlavioDino) May 15, 2020
Paulo Câmara, governador de Pernambuco, disse que “não se pode enfrentar uma pandemia pautado por ideologia, sem considerar ciência e realidade”.
“Em menos de 30 dias, em uma fase crítica da pandemia, o Brasil perde o segundo ministro da Saúde. Gestores locais têm adotado um caminho para combater a crise, ouvindo a ciência, o país parece não ter encontrado um. E milhares de vidas seguem expostas. O presidente só investe em divisões internas e externas, a população sofre. Não se pode enfrentar uma pandemia pautado por ideologia, sem considerar ciência e realidade. Nossa única guerra é contra a Covid-19. Nela, infelizmente, o presidente é o comandante que não sabe liderar”, afirmou.
O presidente só investe em divisões internas e externas, a população sofre. Não se pode enfrentar uma pandemia pautado por ideologia, sem considerar ciência e realidade. Nossa única guerra é contra a Covid-19. Nela, infelizmente, o presidente é o comandante que não sabe liderar.
— Paulo Câmara (@paulocamaraofc) May 15, 2020
“Infelizmente um mês sem avançarmos e agora mais um vácuo que será criado na Gestão da Saúde do país, no pior momento da Crise Sanitária vivida pelo Brasil. Onde iremos parar?”, disse o governador da Paraíba, João Azevêdo.
Infelizmente um mês sem avançarmos e agora mais um vácuo que será criado na Gestão da Saúde do país, no pior momento da Crise Sanitária vivida pelo Brasil. Onde iremos parar?
— João Azevêdo (@joaoazevedolins) May 15, 2020
Governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra apontou que a situação “nos deixa estarrecidos e preocupados com o futuro do nosso país”.
“A saída de dois ministros da saúde em menos de um mês e, o mais grave, em plena pandemia, nos deixa estarrecidos e preocupados com o futuro do nosso país. O que está acontecendo no Brasil não se vê em lugar nenhum do mundo: um governo mergulhado em uma crise política e que deixa em segundo plano, o que deveria ser seu principal dever no momento: o cuidado e a proteção com a saúde das pessoas”, afirmou.
A saída de dois ministros da saúde em menos de um mês e, o mais grave, em plena pandemia, nos deixa estarrecidos e preocupados com o futuro do nosso país. O que está acontecendo no Brasil não se vê em lugar nenhum do mundo: um governo mergulhado em uma crise política e que…
— Fátima Bezerra (@fatimabezerra) May 15, 2020
Renan Filho, governador de Alagoas, disse que o “Brasil deve respeitar a vida, a ciência, as recomendações médicas e promover entendimento entre instituições para superar a pandemia”.
Mais um ministro da saúde fora. Como disse Cazuza: “o tempo não pára”. Cada dia perdido é uma derrota para o vírus. Independente de nome, o Brasil deve respeitar a vida, a ciência, as recomendações médicas e promover entendimento entre instituições para superar a pandemia.
— Renan Filho (@RenanFilho_) May 15, 2020
Wellingon Dias, do Piauí, se mostou preocupado pelas trocas no ministério da Saúde. Ele disse que “os estados, os municípios, o povo precisam nesse instante de estabilidade” para enfrentar o coronavírus.
“O país tem que encontrar o seu rumo, não é razoável a decisão de mudar dois ministros em tão poucos dias, especialmente quando estes ministros anunciam um conjunto de medidas pactuadas com estados, municípios, ciência, autorizando pesquisa, autorizando compra de equipamentos. Nós precisamos ter o Governo Federal apoiando quem assumir o cargo de ministro da saúde. Os estados, os municípios, o povo precisam nesse instante de estabilidade, de um poder central coordenando as ações de combate ao coronavírus no Brasil”, postou.
O país tem que encontrar o seu rumo, não é razoável a decisão de mudar dois ministros em tão poucos dias, especialmente quando estes ministros anunciam um conjunto de medidas pactuadas com estados, municípios, ciência, autorizando pesquisa, autorizando compra de equipamentos.
— Wellington Dias (@wdiaspi) May 15, 2020