Subprocurador Carlos Frederico Santos afirmou que Brasil 'deixou de ser república das bananas' e que atos de janeiro foram tentativa de derrubar 'governo legitimamente eleito'. STF julga quatro réus esta semana.

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O subprocurador-Geral da República Carlos Frederico Santos afirmou nesta quarta-feira (13), em sessão no Supremo Tribunal Federal, que os atos golpistas de 8 de janeiro foram uma tentativa de derrubar “um governo legitimamente eleito” – e que golpes como esse são “página virada” no Brasil.
Santos coordenou, na PGR, os inquéritos relacionados aos atos golpistas. A declaração foi dada na primeira sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) destinada a julgar os réus pela invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.
“Buscou-se, falando em linguagem mais clara, derrubar um governo que foi legitimamente eleito, através do sufrágio universal, a pretexto de ter ocorrido fraude nas eleições”, afirmou.
O subprocurador disse ainda que o Brasil “há muito deixou de ser uma república das bananas” e que “hoje goza de prestígio Internacional nas grandes democracias”.
“É importante registrar também que o Brasil há muito deixou de ser uma República das Bananas, e hoje goza de prestígio Internacional nas grandes democracias. Golpe de estado é pagina virada na nossa historia”, disse.
O STF julga nesta semana quatro réus por suposto envolvimento nos atos golpistas: Aécio Lúcio Costa Pereira, Thiago de Assis Mathar, Moacir José dos Santos e Mateus Lima de Carvalho Lázaro.
As afirmações de Santos foram dadas no julgamento de Aécio Pereira, o primeiro da lista. As ações penais ligadas ao 8 de janeiro serão julgadas individualmente e em plenário físico.
Ao final, a PGR pediu que Aécio Lúcio Costa Pereira seja condenado ao pagamento do dano moral coletivo.
Inicialmente, o subprocurador não sugeriu um valor específico, mas sugeriu que o tribunal fixasse um valor com base nos parâmetros que a Advocacia-Geral da União usou para calcular o dano em ação de indenização pela depredação, que corre na Justiça Federal.
Com base nisso, Frederico sugeriu o valor de R$ 100 milhões, cuja destinação deveria ser determinada pelo ministro relator Alexandre de Moraes. O valor seria pago de forma solidária pelos condenados.
Info: G1