Gerente da loja Zara onde delegada negra foi barrada não é localizado pela Justiça do Ceará seis meses após o caso

Loja afirmou que gerente continua nos quadros da empresa, mas não citou se permanece na unidade ou se foi transferido. Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Ceará em dezembro de 2021, acusado de racismo.

14 de março de 2022

Foto: reprodução

A Justiça cearense não conseguiu localizar Bruno Filipe Simões Antônio, gerente da Zara acusado de racismo no caso em que uma delegada negra foi barrada ao entrar nas dependências da loja em um shopping de Fortaleza, em setembro de 2021. Ele se tornou réu em dezembro do ano passado, após ser denunciado pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) e, desde então, não foi encontrado no endereço informado.

O MPCE informou que ele ainda não é considerado foragido e disse ter tomado conhecimento de que “ele apenas não se encontrava no local nos momentos em que o oficial de Justiça o procurou”. Por isso, o órgão emitiu parecer para oficiar a Zara para saber se ele ainda trabalha no local. Ao g1, a loja disse que o réu “faz parte dos quadros da empresa”.

O caso ocorreu em 14 de setembro de 2021 e ganhou repercussão mundial. Na época, a loja disse à policial que ela tomava sorvete e estava sem máscara e, “por questão de segurança”, não podia entrar na unidade, uma vez que o uso obrigatório de máscaras já estava em vigor no estado.

Imagens de câmeras de segurança no interior da loja, no entanto, mostraram que pessoas brancas sem máscara entraram no local no mesmo dia em que a delegada foi barrada.

Em nota, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) explicou que os autos do processo em questão estão conclusos para despacho do juiz do caso. “Isso significa que, a qualquer momento, o Juízo da 14ª Vara Criminal, onde o processo está em tramitação, deverá analisá-los”, afirmou o Poder Judiciário.

Info: G1

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