Para fortalecer a segurança viária, Fortaleza tem cerca de 50 vias com velocidade readequada de 60 km/h para 50 km/h.

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No período de janeiro a junho deste ano, 68 mortes foram registradas nas vias de Fortaleza, uma redução de 23% em relação ao mesmo período de 2021. O quantitativo é também o melhor índice desde o início da série histórica, em 2001. Os dados são da Plataforma Vida, da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC).
“Não celebramos números porque nenhuma morte no trânsito é aceitável. Por isso, precisamos que a população faça sua parte ao passo que seguiremos trabalhando em infraestruturas viárias mais seguras e reforçando as ações educativas e de fiscalização preventiva para melhorar o comportamento de todos no trânsito”, destaca Antônio Ferreira Silva, superintendente da AMC.
Os motociclistas representam mais da metade das mortes no período, com 55%, enquanto que os pedestres, com 37%, também estão entre os mais vulneráveis. Ciclistas representaram 4% das mortes, assim como ocupantes de veículos de quatro rodas.
Para fortalecer a segurança viária, Fortaleza tem cerca de 50 vias com velocidade readequada de 60 km/h para 50 km/h. A medida reduz a gravidade dos sinistros e garante a segurança de todos os usuários que compartilham o trânsito. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a redução da velocidade em 10 km/h aumenta em dez vezes a possibilidade de uma pessoa atropelada sobreviver.
Os educadores de trânsito da AMC seguem diariamente nas ruas dialogando e distribuindo materiais educativos, alertando sobre os riscos de beber e dirigir, e o respeito à sinalização e limites de velocidade. Cursos que orientam quanto a uma conduta mais segura aos mais vulneráveis, como motociclistas e ciclistas, também seguem abertos.
Também para incentivar a adoção de um comportamento seguro no trânsito, a AMC realizou mais de 800 comandos de fiscalização preventiva. Essas operações, também segundo estudo da OMS, podem reduzir em até 18% o número de mortes no trânsito.
Em 2021, Fortaleza chegou ao sétimo ano seguido com redução de óbitos no trânsito. Foram 184 mortes registradas nas vias da cidade ou uma taxa de mortalidade de 6,8 para cada 100 mil habitantes. O número é 51% menor em relação ao ano de 2014, que contabilizou 377.