Fortaleza tem alerta crítico na ocupação de leitos de UTI para Covid, diz Fiocruz

Conforme entidade, quantidade de leitos é inferior a 2021, mas requer atenção de autoridades sanitárias.

13 de janeiro de 2022

Foto: reprodução

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou uma nota técnica nesta quarta-feira (12), na qual consta a cidade de Fortaleza com alerta crítico na ocupação de leitos de UTI para pacientes adultos com Covid-19. Segundo a entidade, 88% dos leitos disponíveis estão ocupados, o que requer atenção das autoridades sanitárias.

A ocupação dos leitos de UTI no estado do Ceará está em alerta intermediário, com 68%, de acordo com a Fundação.

Nesta semana, o governador Camilo Santana (PT) anunciou a abertura de 452 leitos de UTI e enfermaria para atendimento de pacientes com síndromes gripais decorrentes de Covid-19 ou Influenza. O número de pessoas requerendo atendimentos no SUS vem subindo desde o fim de dezembro de 2021.

Capitais com alerta crítico:
Fortaleza (88%)
Recife (80%)
Belo Horizonte (84%)
Goiânia (94%)

Estados com alerta crítico ou intermediário:

Pernambuco (82%)
Pará (71%)
Tocantins (61%)
Piauí (66%)
Ceará (68%)
Bahia (63%)
Espírito Santo (71%)
Goiás (67%)
Distrito Federal (74%)
A Fiocruz aponta que o patamar de leitos disponíveis atualmente é diferente do verificado em 2021, mas alerta para o crescimento nas taxas de ocupação diante da “ampla e rápida proliferação da variante ômicron no Brasil”.

A entidade afirma, porém, que “menções a um possível colapso no sistema de saúde, neste momento, são incomparáveis com o que foi vivenciado em 2021”. Os números de internações, conforme a Fiocruz, são “predominantemente” menores do que os maiores índices do ano passado.

“Consideramos fundamental ratificar a ideia de que temos um outro cenário com a vacinação e as próprias características das manifestações da Covid-19 pela ômicron. Por outro lado, não podemos deixar de considerar o fato de a ocupação de leitos de UTI hoje também refletir o uso de serviços complexos requeridos por casos da variante Delta e casos de Influenza”, ressaltam os pesquisadores da Fundação.

Info: G1

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