Fortaleza registra menor média diária de óbitos em decorrência da Covid-19

De acordo com o prefeito Roberto Cláudio, o índice corresponde à última semana.

20 de agosto de 2020

Foto: reprodução

Fortaleza registrou, entre os dias 9 e 15 de agosto, uma média de 1,1 óbito por dia em decorrência da Covid-19. No pico da pandemia, em maio, a média diária de mortes pela doença chegou a 87. As informações foram divulgadas na tarde desta quarta-feira (19), pelo prefeito Roberto Cláudio, durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais. Esta é a 14ª semana consecutiva de queda na média diária de mortes pela Covid-19 na cidade.

“Fortaleza está há 14 semanas com tendência consistente de queda do número de óbitos semana a semana. Na semana passada, que foi a semana epidemiológica 33, nós chegamos a uma média de 1,1 óbito por dia por Covid-19. Na semana que estamos agora, a semana 34, indica uma tendência de queda de óbitos ainda mais acentuada. Até agora essa média está em 0,8 óbitos por dia”, informou. Este último dado refere-se ao período entre domingo e terça-feira (16 a 18 de agosto), portanto ainda não estão consolidados.

Apesar da manutenção das tendências de queda na média diária de fatalidades pela doença, o prefeito Roberto Cláudio lembrou dos cuidados a seres seguidos pela população, uma vez que a pandemia permanece.

“Isso não quer dizer que a pandemia acabou. A gente ainda não tem um nível de imunidade desejado. Não temos uma vacina nem um tratamento disponível que haja confirmação científica que cure a doença. Por isso a necessidade de evitar aglomerações e usar a máscara, entre outras recomendações, para evitar a transmissão e um retrocesso na tendência favorável de queda que temos vivenciado aqui em Fortaleza”, concluiu.

Ceará tem mais de 201 mil casos de Covid-19

O Ceará ultrapassou a marca de 201 mil casos confirmados de Covid-19 nesta quarta-feira (19), com 201.201 diagnósticos positivos. Já são 8.241 mortes em decorrência da enfermidade e 172.189 recuperados. Os números são da plataforma IntegraSUS, atualizada às 17h14 pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa).

A marca de 100 mil casos no Ceará foi ultrapassada em 25 de junho, há 55 dias. Os 150 mil diagnósticos positivos foram confirmados em 21 de julho, há 29 dias. As primeiras ocorrências da doença foram divulgadas em 15 de março, há 157 dias.

O Estado chegou a 190 mil casos na última terça-feira (11). O intervalo entre os 180 mil e os 190 mil casos confirmados foi de seis dias.

Há ainda 89.523 casos suspeitos do novo coronavírus e 603 mortes em investigação. Ao todo, já foram notificados 592.090 casos. O Estado realizou 572.773 testes para identificar o vírus.

Fortaleza é a cidade com o maior número de casos confirmados: 45.226. A capital registra 3.759 mortes pela doença e uma incidência de 1.694,3. Em seguida está Juazeiro do Norte, no Cariri, com 12.865 diagnósticos positivos, 248 mortes em decorrência da enfermidade e uma incidência de 4.691,7.

Em Sobral, na Região Norte, 10.705 pessoas já foram infectadas com o novo coronavírus e 294 não resistiram à doença. A incidência da Covid-19 na cidade é de 5.123,6.

Na macrorregião de saúde de Fortaleza, as cidades que apresentam o maior número de casos são Maracanaú (5.927), Caucaia (5.426) e Maranguape (4.291). Caucaia é a segunda cidade em número de mortes, com 327 falecimentos e uma incidência de 1.501,4. Maracanaú tem incidência de 2.600,9 e contabiliza 234 mortes. Maranguape tem 111 óbitos e incidência em 3.326,9.

As maiores incidências de casos confirmados da Covid-19 no Estado estão em Acarape (9.116,5), Frecheirinha (8.072,8), Groaíras (6.134,8), Chaval (5.991,3) e Moraújo (5.410,4).

Outras informações da plataforma:

A taxa de ocupação das UTIs cearenses é de 55,32%;

A taxa de ocupação das enfermarias cearenses é de 37,69%;

A letalidade da doença no Estado é de 4,08%

Nenhuma morte foi confirmada nas últimas 24 horas

Os números apresentados pela Secretaria da Saúde são atualizados permanentemente e fazem referência à disponibilidade dos resultados dos testes para detectar a presença dos vírus, ou seja, não necessariamente correspondem à data da morte ou do início da apresentação dos sintomas pelo paciente.

Info: G1

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