O questionamento do governador maranhense vai de encontro à prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor e ex-motorista do senador Flávio Bolsonaro, que está sendo investigado por movimentar R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira considerada “atípica”

Foto: Reprodução
O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), usou de suas redes sociais para questionar a agenda do presidente Jair Bolsonaro que, em sua avaliação, está “presa a problemas pessoais e familiares”.
O questionamento do governador maranhense vai de encontro à prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor e ex-motorista do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), que está sendo investigado por movimentar R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira considerada “atípica”, segundo relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf).
“Qual a agenda presidencial hoje ? Coronavírus ? Desemprego ? Apoio às empresas ? Programas educacionais ? Nada disso. A agenda está presa a problemas pessoais e familiares: investigações, prisões, Queiroz, fake news etc etc. Muito difícil o Brasil ficar tanto tempo sem governo”, indagou Dino.
Qual a agenda presidencial hoje ? Coronavírus ? Desemprego ? Apoio às empresas ? Programas educacionais ? Nada disso. A agenda está presa a problemas pessoais e familiares: investigações, prisões, Queiroz, fake news etc etc. Muito difícil o Brasil ficar tanto tempo sem governo.
— Flávio Dino 🇧🇷 (@FlavioDino) June 18, 2020
Por que Flávio Bolsonaro passou a ser investigado?
No fim de 2018, o Coaf apontou “movimentação atípica” de R$ 1,2 milhão, em 2016 e 2017, nas contas de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio. Assessores do ex-deputado estadual transferiram recursos a Queiroz em datas próximas ao pagamento de servidores da Alerj. Segundo o Coaf, Flávio recebeu 48 depósitos no valor de R$ 2 mil. Ele afirmou que os depósitos fracionados que somaram R$ 96 mil entre junho e julho de 2017 eram relativos à venda de um apartamento.
Quanto Queiroz teria movimentado em sua conta?
Questionado sobre a movimentação atípica em sua conta, Fabrício de Queiroz afirmou que suas transações financeiras eram fruto da compra e venda de veículos usados. Porém, além da movimentação de R$ 1,2 milhão, o ex-assessor da Alerj também entrou no radar do Coaf por outros R$ 5,8 milhões movimentados nos últimos três anos. Somados, os valores somam transações atípicas de R$ 7 milhões.
Quais os crimes que teriam sido cometidos no esquema?
Ao deferir os pedidos do MP para realizar as buscas contra Flávio e ex-assessores, o juiz da 27ª Vara Criminal da Comarca do Rio afirmou que “há indícios de que houve a formação de uma organização com alto grau de permanência e estabilidade, composta por dezenas de assessores da Alerj, nomeados por Flávio Bolsonaro, para a prática de crimes de peculato (desvio de dinheiro público) e lavagem de dinheiro”.