Fábrica da BYD na Bahia inicia produção de carros elétricos

A BYD investiu cerca de R$ 5,5 bilhões no complexo industrial de Camaçari

1 de julho de 2025

Divulgação

O Brasil tem uma fábrica de carros elétricos. O primeiro BYD Dolphin Mini brasileiro foi apresentado ao público pela primeira vez em 1º de julho de 2025, data em que o complexo industrial de Camaçari foi oficialmente inaugurado pela greentech chinesa, escrevendo um novo capítulo para a indústria automotiva brasileira.

Além do Dolphin Mini — que ultrapassou a marca de 1 milhão de unidades produzidas no mundo —, a BYDtambém produzirá no Brasil os híbridos Song Pro (GL/GS) e King (GL/GS). “A BYD é uma empresa feita por engenheiros e uma das que mais investem em pesquisa e desenvolvimento no mundo. Toda essa tecnologia agora está presente na nossa fábrica brasileira”, disse Stella Li, vice-presidente executiva global e CEO da BYD Américas e Europa, presente na inauguração.

“Levamos apenas 15 meses entre iniciar as obras e entregar o primeiro veículo em caráter experimental da nossa linha de produção. Esse é um momento histórico não apenas para a BYD, mas para o futuro da mobilidade sustentável em toda a América Latina. Escolhemos a Bahia pela força de seu povo, pela mão de obra capacitada e por acreditarmos no potencial transformador dessa região”, discursou.

A BYD também anunciou a qualificação de 106 empresas instaladas no Brasil para fornecer peçaspara a fábrica na Bahia. A Continental Pneus, de Camaçari, vizinha da fábrica, é a primeira companhia oficialmente homologada.
A BYD investiu cerca de R$ 5,5 bilhões no complexo industrial de Camaçari, que ocupa uma área de 4,6 milhões de metros quadrados, o equivalente a 645 campos de futebol. Inicialmente, a fábrica tem capacidade para a produção anual de 150 mil veículos, e tem expansão planejada para 300 mil veículos na segunda fase.

De acordo com a BYD, a planta iniciará as operações em sistema SKD (Semi Knocked-Down), evoluindo gradualmente para produção nacional completa — incluindo estampagem, soldagem, pintura e aumento do conteúdo local. Há ainda planos para o desenvolvimento de um motor híbrido flex, chamado de 1.5 DMi, que será desenvolvido em conjunto por pesquisadores brasileiros e chineses. A ideia é aproveitar o etanol.

Quando todas as fases estiverem concluídas, o projeto deverá gerar até 20 mil empregos diretos e indiretos.

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