Escolas de oito cidades do Ceará não terão aulas presenciais neste ano

Gestões municipais decidiram continuar com aulas de forma remota.

24 de setembro de 2020

Foto: reprodução

Após a volta às aulas em determinadas etapas de ensino ter sido autorizada para a macrorregião de Saúde da Capital, oito municípios da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) optaram por não retomar as atividades presenciais das unidades municipais neste ano. A decisão é conjunta entre Caucaia, Aquiraz, Eusébio, Guaiuba, Itaitinga, Maracanaú, Maranguape e Pacatuba.

A deliberação foi confirmada em nota pela Prefeitura de Caucaia, na tarde desta quinta-feira (24). A gestão municipal informou que “em conjunto com os municípios que integram a Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (Crede 1), decidiu continuar as aulas do período letivo de 2020 de forma remota. As aulas presenciais serão retomadas a partir de 2021”.

Nota da assessoria de imprensa de Maracanaú reforça que as aulas no modelo presencial não retornarão este ano para a rede municipal. As assessorias de comunicação de Maranguape e Aquiraz também confirmaram o posicionamento.

No último dia 19, o governador Camilo Santana divulgou que a oferta de aulas presenciais será ampliada em 1º de outubro para mais séries nas escolas da macrorregião de Fortaleza, onde aulas já estão parcialmente autorizadas. Atualmente, apenas creches e pré-escolas da rede privada podem ofertar aulas presenciais. Com a mudança, serão permitidas aulas em mais quatro anos letivos em escolas públicas e privadas.

Em uma sondagem feita pela Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece) no início de setembro, entre todas as 184 cidades cearenses, 125 expressaram a intenção de voltar às aulas presenciais somente no ano que vem.

“Estamos orientando em cada município para que eles possam procurar uma avaliação técnica da parte sanitária, juntamente com a secretaria de saúde municipal e com o conselho de saúde, e, posteriormente, uma avaliação e um complemento para que toda a sociedade possa participar. É uma coisa muito importante que a gente tenha aprovação também dos conselhos municipais de educação”, diz Nilson Diniz, presidente da Aprece.

Segundo ele, a Aprece está oferecendo apoio aos municípios durante esse processo de decisão, garantindo a autonomia de cada prefeitura. “Esperamos que a gente consiga que os nossos alunos tenham retorno daquilo que for possível. Queremos preservar a vida de todos, para que a gente tenha um Ceará mais forte”, afirma.

As aulas presenciais foram suspensas no Ceará em março, no início da pandemia, e foram autorizadas a retomar em 1º de setembro, para turmas do ensino infantil.

Info: G1

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