Entregadores e motoristas de aplicativos fazem protesto e cobram aumento de remuneração, no Grande Recife

Os motoristas do Grande Recife representam uma categoria de cerca de 70 mil trabalhadores, de acordo com o presidente da Amape.

29 de março de 2022

Foto: Wellington Lima/JC Imagem

Motoristas de transporte de passageiros por aplicativos e entregadores de alimentos e produtos realizam, nesta terça (29), um protesto por reajuste do percentual de remuneração para as categorias. O ato, que faz parte de uma mobilização nacional, saiu do Centro de Convenções, em Olinda, em direção ao Recife, às 10h30.

A concentração começou por volta das 7h, ao lado do Classic Hall, e seguiu para a Avenida Agamenon Magalhães, uma das principais vias da capital. Agentes da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) foram enviados para monitorar o ato.

Os motoristas do Grande Recife representam uma categoria de cerca de 70 mil trabalhadores, de acordo com o presidente da Associação dos Motoristas e Motofretistas por Aplicativos de Pernambuco (Amape), Tiago Silva. Segundo ele, há protestos em outras cidades do estado e também do país.

Os condutores de aplicativo contam com apoio de entregadores de alimentos e mercadorias. Juntas, essas categorias têm mais de 100 mil pessoas trabalhando em Pernambuco. Motoristas e entregadores criticam o que chamam de “baixos valores repassados pelas empresas”.

Segundo a Amape, houve repasse de aumento de valores para os passageiros e perda de percentual das corridas para os trabalhadores.

“As empresas ficam com até metade do valor final da corrida. Se você fizer um trajeto que renda R$ 30, a empresa pega até RS 15, mas o passageiro teve reajuste de cerca de 6,5% nas tarifas, nos últimos meses’, afirmou Tiago Silva.

Sobre o protesto, Silva afirmou que a ideia é fazer uma carreata em fila indiana. “Não pretendemos prejudicar a mobilidade”, justificou. O plano da Amape é realizar o ato ao longo de todo o dia. “Não podemos ter viagens que custam menos do que o preço do litro de gasolina”, declarou.

O motorista de aplicativo Pedro Guimarães trabalhava com eventos e, com a pandemia, passou a se dedicar apenas ao carro. “Está muito difícil. Tem dia que o combustível ‘come’ o lucro todo”, afirmou.

Info: G1

COMPARTILHE:


COMENTE: