A indústria e os serviços impulsionaram o desempenho, enquanto o consumo das famílias teve um avanço de 5,2%.
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A economia brasileira registrou crescimento de 3,5% em 2024, conforme estimativa divulgada nesta segunda-feira (17) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O dado faz parte do Monitor do PIB, levantamento que antecipa o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), indicador que mede a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.
Em dezembro, a economia cresceu 0,3% em relação ao mês anterior. No quarto trimestre, a alta foi de 0,4% ante o terceiro trimestre, mostrando desaceleração, já que as expansões anteriores foram de 1,4% no segundo trimestre e 0,8% no terceiro. No acumulado do ano, todos os setores apresentaram crescimento, exceto a agropecuária, que havia sido o principal motor da economia em 2023.
A indústria e os serviços impulsionaram o desempenho, enquanto o consumo das famílias teve um avanço de 5,2%. O indicador que mede os investimentos no país, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), cresceu 7,6%. As exportações registraram alta de 3,7%, enquanto as importações, que impactam negativamente o PIB, aumentaram 14,3%.
Em valores absolutos, o PIB brasileiro atingiu R$ 11,655 trilhões, o maior já registrado. O PIB per capita, que divide o total da economia pelo número de habitantes, chegou a R$ 56.796, também o maior da série histórica. Apesar do crescimento econômico, a produtividade da economia caiu 0,3% em relação a 2023, alcançando R$ 100.699. Desde 2013, quando atingiu seu ponto mais alto, a produtividade já caiu 3,3%. Já a taxa de investimentos subiu para 17,2%, superando os 16,4% registrados no ano anterior.
O crescimento de 2024 consolida uma sequência de quatro anos de alta na economia brasileira, desde a queda de 3,3% registrada em 2020. No entanto, especialistas apontam desafios para 2025, tanto no cenário interno quanto externo.
A taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 13,25% ao ano, continua elevada, o que impacta negativamente os investimentos e pode desacelerar o crescimento econômico. O Banco Central já prevê um novo aumento de um ponto percentual em março, em resposta à inflação acumulada de 4,56% em 12 meses até janeiro, acima da meta estabelecida pelo governo.