Detida por Israel, deputada cearense pode ter deportação iniciada após conclusão de audiências judiciais

Em nota, assessoria da parlamentar afirma que não há prazos e condições definidas para deportação. Deputada e outros brasileiros detidos estavam em flotilha que navegava em direção à Faixa de Gaza.

6 de outubro de 2025

Reprodução

Os cidadãos brasileiros integrantes de um grupo de ativistas interceptado pelo governo de Israel, na última semana, podem ter o processo de deportação iniciado, após a conclusão de audiências judiciais. A informação foi confirmada pela assessoria da deputada federal Luizianne Lins (PT), que está entre os 13 brasileiros detidos.

Eles faziam parte de uma flotilha Global Sumud, interceptada pela marinha israelense enquanto tentavam levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

No domingo (5), a assessoria de Luizianne Lins (PT-CE) informou que, com a conclusão das audiências judiciais dos brasileiros detidos ilegalmente, os procedimentos de deportação podem ser iniciados, embora não haja ainda confirmação oficial sobre prazos e condições.

“De acordo com a Embaixada do Brasil em Tel Aviv, a expectativa é de que informações sobre os voos de deportação sejam comunicadas assim que houver definição por parte do governo israelense”, diz a nota da parlamentar.

O texto acrescenta que os participantes da flotilha que seguem sob custódia israelense estão “em condições gravemente precárias, com restrição de água, alimentação e medicamentos essenciais, além de relatos de forte pressão psicológica e até agressões físicas a alguns dos ativistas”.

No entanto, na última sexta-feira (3), representantes da embaixada em Tel Aviv fizeram estiveram com os brasileiros detidos, em dois encontros separados: um com os homens do grupo, e o outro com as mulheres.

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