Delegada que investiga morte de apoiador de Lula postou contra o PT

Delegada diz não ver prejuízos à investigação. 'Não me defino como petista, nem como bolsonarista'. Presidente do PT alega também que Polícia Civil do Paraná ainda não apresentou os resultados da investigação do atentado a tiro contra caravana do ex-presidente em 2018.

11 de julho de 2022

Foto: reprodução

A presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, diz ter recebido relatos de que a delegada responsável pelas investigações do assassinato de um apoiador de Lula fez postagens contra o partido em uma rede social.

O assassinato ocorreu no último fim de semana. O tesoureiro do PT Marcelo Aloizio de Arruda, de 50 anos, foi baleado durante sua festa de aniversário em Foz do Iguaçu (PR). Os disparos foram feitos policial penal federal Jorge José da Rocha Guaranho, apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo Gleisi Hoffmann, a delegada responsável pelo caso, Iane Cardoso, postou, em 2016, que “petista quando não está mentindo está roubando ou cuspindo”. Outra postagem atribuída a delegada, também de 2016, postou as hashtags “#foralula” e “#foraPT”.

Em entrevista ao blog, a delegada Iane Cardoso disse não ver prejuízo às investigações.

“Não me defino como petista, nem como bolsonarista. Trato o presente caso como sempre tratei todas as investigações que presidi durante toda a minha carreira: com responsabilidade, honestidade, parcimônia e visando sempre aplicação da lei, em busca da justiça”, afirmou.

Ao blog, o secretário de Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita, disse que está “verificando” a denúncia.

No fim da manhã, a Secretaria de Segurança Pública do Paraná informou que a apuração vai ser comandada pela chefe do Departamento de Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa do Paraná, Camila Cecconello.

A delegada Iane Cardoso vai deixar o comando da investigação, disse Wagner Mesquita, nesta segunda-feira (17).

Info: G1

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