Crianças e adolescentes podem participar de estudo para vacina contra chikungunya

Ao todo, 750 pacientes devem participar do estudo.

22 de agosto de 2022

Reprodução

Crianças e adolescentes, entre 12 a 17 anos, podem participar de um estudo que visa desenvolver uma vacina contra a chikungunya. Os testes e análises serão realizados pelo Instituto Butantan, de São Paulo, em parceria com entidades como o Instituto Autoimune.

Para se voluntariar, é preciso do consentimento dos pais ou responsáveis legais. Não podem se inscrever gestantes ou pessoas que estejam planejando ter filhos; jovens com doenças autoimunes, principalmente artrites e outras mazelas que atacam as juntas; e pessoas imunossuprimidas ou em tratamento de algum tipo de câncer que demande tratamento imunossupressor, assim como aquelas que estejam fazendo uso de medicação imunossupressora, como corticoides, em altas doses.

Ao todo, 750 pacientes devem participar do estudo. Eles serão divididos em dois grupos, em proporção de dois pra um, sendo dois no grupo da vacina para cada um do grupo do placebo. Espera-se que esse número de voluntários seja alcançado até o final do ano.

Eolo Morandi Júnior, gestor médico de desenvolvimento clínico do Butantan, explicou que o estudo está em fase 3 no Brasil. Nela se busca a análise de imunogenicidade, ou seja, entender como o sistema imune reage à presença da vacina e sua segurança na população mais jovem.

“Já houve a fase 3 nos Estados Unidos e, por recomendação da agência regulatória americana, agora teremos aqui. O estudo se mostrando seguro e eficaz nessa parcela, vamos entrar com a medicação no mercado”, explica Morandi Júnior.

No vizinho do norte, os resultados obtidos foram animadores, afirma o gestor do Butantan. “Nos Estados Unidos foram recrutados cerca de 4 mil pacientes. Foi um estudo foi muito importante, porque nele se conseguiu ver um desenvolvimento de resposta imunológica contra o vírus da chikungunya de 96%, muito satisfatória do ponto de vista de reação.”

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