Comissão aprovou também a convocação de Arthur Weintraub e Filipe Martins, ex-assessores da Presidência da República, e do empresário Carlos Wizard, suspeitos de integrar gabinete paralelo de aconselhamento sobre a pandemia.

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A CPI da Covid aprovou nesta quarta-feira (26) a reconvocação do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e do atual comandante da pasta, Marcelo Queiroga.
Pazuello foi ouvido durante dois dias na CPI na semana passada. Queiroga também já foi ouvido.
A cúpula da CPI entendeu que era necessário ouvir novamente o ministro e o ex-ministro.
A CPI também aprovou a convocação de Arthur Weintraub, ex-assessor da Presidência da República suspeito de integrar o gabinete paralelo que teria assessorado o governo em assuntos da pandemia.
Pazuello
Para o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), o ex-ministro Eduardo Pazuello precisa prestar novo depoimento à comissão a fim de esclarecer contradições e mentiras que, segundo integrantes da CPI, contou nos dois dias que falou aos senadores.
Um esclarecimento que a CPI pretende obter diz respeito à data em que o Ministério da Saúde foi informado sobre a falta de oxigênio em Manaus, no Amazonas, em janeiro deste ano. Eduardo Pazuello e a secretária da pasta Mayra Pinheiro apresentaram versões diferentes sobre o aviso.
Segundo Mayra Pinheiro, Pazuello soube do desabastecimento de oxigênio em Manaus em 8 de janeiro. À CPI na semana passada, o ex-ministro sustentou que apenas teve conhecimento da situação na noite do dia 10 de janeiro.
Ainda sobre o general do Exército, Aziz disse que, se Pazuello voltar à CPI sem a proteção de um habeas corpus, o depoimento “não será da mesma forma” dos anteriores.
Info: G1