Pela proposta, para enfrentamento da pandemia, a previsão ficou em R$ 7 bilhões, sendo que para este ano deve ficar na casa dos R$ 40 bilhões.

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A CPI da Covid decidiu não chamar o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para um terceiro depoimento, mas vai cobrar dele explicações sobre o baixo valor para compra de vacinas previsto na proposta de Orçamento Geral da União de 2022.
Pela proposta, para enfrentamento da pandemia, a previsão ficou em R$ 7 bilhões, sendo que para este ano deve ficar na casa dos R$ 40 bilhões. Só para compra de vacinas, o governo deve gastar neste ano R$ 27,79 bilhões, enquanto o Ministério da Saúde reservou apenas R$ 3,9 bilhões para o próximo ano.
Na avaliação da cúpula da CPI da Covid, mais uma vez o governo do presidente Jair Bolsonaro, ao elaborar a proposta de Orçamento da União de 2022, demonstrou que não prioriza o enfrentamento da pandemia e a vacinação da população brasileira.
Segundo o senador Randolfe Rodrigues, a comissão vai cobrar de Queiroga qual é o plano de imunização para o próximo ano e por que o Ministério da Saúde reservou apenas R$ 3,9 bilhões para compra de vacinas, quando neste ano o valor investido ficará em R$ 27,79 bilhões.
“Vamos questionar o ministro sobre essa previsão equivocada. Se a resposta não for convincente, não descartamos convocá-lo”, disse o vice-presidente da CPI da Covid.
Nesta segunda-feira (04), em reunião na casa do presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), a cúpula da comissão decidiu não convocar o ministro Marcelo Queiroga, mas aprovar um requerimento com questionamentos a serem encaminhados ao titular da Saúde.
O requerimento será elaborado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-PB), fixando um prazo de 24 horas para que o ministro Marcelo Queiroga responda aos questionamentos. A CPI da Covid pode agendar um depoimento de Marcelo Queiroga para sexta-feira (8), fechamento dessa fase da comissão.
O presidente da CPI disse ao blog que a comissão desistiu de ouvir Queiroga pela terceira vez por avaliar que ele não teria muito mais a contribuir com as investigações e poderia usar o depoimento como um palanque político.
Info: G1