Uma das ausências sentidas no lado petista foi do venezuelano, Nicolás Maduro.

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Com participação expressiva de líderes da América do Sul, 73 delegações estrangeiras marcaram presença na posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (1º). Uma das ausências sentidas no lado petista foi do venezuelano, Nicolás Maduro.
Depois de cumprimentar o novo chefe do Executivo no Palácio do Planalto, os representantes das delegações internacionais seguiram para o tradicional coquetel no Palácio do Itamaraty. O primeiro a chegar à sede da chancelaria brasileira foi o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.
A jornalistas o português afirmou ter um encontro bilateral marcado com Lula na segunda-feira (2) e que a viagem do presidente brasileiro a Portugal deve ocorrer em três meses.
A posse de Lula já indica uma possível mudança no posicionamento do Brasil na geopolítica internacional, com um número expressivo de delegações, muitas das quais de países que tinham se distanciado do Brasil durante o mandato do presidente Jair Bolsonaro (PL). A lista de líderes presentes também indica um novo relacionamento com os vizinhos sul-americanos. Vieram ao Brasil para a posse, entre outros, os presidentes Alberto Fernández (Argentina), Gabriel Boric (Chile) e Gustavo Petro (Colômbia).
Durante a transição de governo, o novo chanceler Mauro Vieira afirmou que uma das prioridades é reforçar os laços na América Latina, em particular no âmbito de fóruns internacionais abandonados pela gestão Bolsonaro, como a Unasul e a Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos).
Após impasses e reviravoltas, Maduro não veio ao Brasil, e a delegação venezuelana foi representada pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodriguez. A equipe do petista esperava contar com a presença do chavista, mas sabia das dificuldades devido a uma portaria editada em 2019, durante o governo Bolsonaro, que barrava a entrada no Brasil de altas autoridades do país caribenho.