Estado acreditava que imunizantes recebidos em 13 e 14 de maio eram suficientes, mas prefeituras solicitaram mais doses. Ministério Público acompanha caso e TCE cobra transparência do estado.

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Cerca de 70% das prefeituras de Pernambuco procuraram o governo do estado para pedir mais doses de CoronaVac para segunda dose, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. Das 116 mil unidades necessárias para suprir essa demanda já informada, o estado tem apenas 58 mil, Com isso, o governo precisa de uma nova remessa de doses, com ao menos 58 mil doses.
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) está investigando a falta de doses e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) cobrou mais transparência tanto do governo estadual, quanto de municípios, sobre a vacinação.
O último lote de vacinas CoronaVac/Butantan recebido pelo estado chegou na sexta-feira (14), com 42,6 mil doses. Um dia antes, na quinta-feira (13), outras 86.600 doses do mesmo imunizante chegaram à capital pernambucana. Na ocasião, o déficit estimado era de 71 mil doses. Com isso, o estado acreditava que haveria, inclusive, excedente.
Porém, o déficit era superior e o que era para ser uma reserva estratégica precisa ser distribuído. Cerca de 130 dos 184 municípios já solicitaram mais doses, de acordo com a SES. O Recife, por exemplo, pediu mais 16 mil unidades de CoronaVac. Em Paulista, na Região Metropolitana, 8 mil pessoas aguardam para concluir a vacinação com esse imunizante.
O MPPE já vinha acompanhando a questão da segunda dose da vacina contra Covid-19 e tem uma investigação em andamento sobre a situação de falta de unidades no Recife e no estado. Diante do déficit maior do que o estimado anteriormente, a promotora Helena Capela afirmou que vai voltar a ouvir a prefeitura do Recife, estado e outros envolvidos.
“O erro começou com a orientação do Ministério da Saúde [para não reservar segunda dose]. Houve municípios que adotaram essa orientação e utilizaram, inclusive Recife, todo o lote para dose 1. […] Os municípios, com a desorganização, se atrapalharam e vieram doses aquém do que é preciso”, afirmou a promotora.
Uma das hipóteses levantadas pelo estado é que as doses que deveriam ser para a segunda aplicação tenham sido usadas na primeira. Com isso, houve descontrole do número de doses. Alguns municípios, inclusive, já relataram ao estado que cometerem erros de notificação do total de unidades que precisavam.
Info: G1