Fala ocorre um dia depois de o presidente lançar suspeitas sem provas sobre o sistema eleitoral. Mais cedo, Fachin, do Tribunal Superior Eleitoral, disse que o Brasil não consente mais com "aventuras autoritárias".

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a defender o armamento da população civil e associar a medida com, em suas palavras, a defesa da democracia. A afirmação foi feita um dia depois de o presidente voltar a questionar, sem provas, a integridade das eleições.
“Nós defendemos o armamento para o cidadão de bem, porque entendemos que a arma de fogo, além de uma segurança pessoal para as famílias ela também é a segurança para a nossa soberania nacional. E a garantia de que a nossa democracia será preservada, não interessam os meios que, porventura, um dia tenhamos que usar. A nossa democracia e a nossa liberdade são inegociáveis”, discursou Bolsonaro a apoiadores.
Na segunda-feira (16), o presidente voltou a suspeitar do processo eleitoral, sem ter provas de fraudes, ao dizer que “podemos ter eleições conturbadas” em um evento com empresários em São Paulo. Bolsonaro já admitiu em live que não tem prova das repetidas acusações que faz sobre fraude eleitoral desde 2018. “Não temos provas, vou deixar bem claro”, disse o presidente, em 29 de julho de 2021.
Não há nenhuma prova de fraudes nas urnas eletrônicas ou no processo eleitoral. Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral realizou um teste de segurança nos equipamentos. Ainda na última semana, o TSE respondeu às recomendações feitas pelo Ministério da Defesa, chamado pelo Tribunal a acompanhar e contribuir com o sistema eleitoral.
Info: G1