Bolsonaro ganha mais de 150 mil inscritos após bloqueio do Telegram por Moraes

Entre os principais nomes da política nacional, Bolsonaro é disparado o que mais faz sucesso nesta rede social.

22 de março de 2022

Foto: Sergio Lima

O presidente Jair Bolsonaro (PL) ganhou mais de 150 mil seguidores no Telegram, após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinar o bloqueio do aplicativo no Brasil.

Na sexta-feira (18), dia em que Moraes ordenou a interrupção do serviço, Bolsonaro tinha 1,089 milhão de inscritos em seu canal na plataforma. Nesta segunda-feira (21), o número já passa de 1,242 milhão.

Entre os principais nomes da política nacional, Bolsonaro é disparado o que mais faz sucesso nesta rede social.

Os canais de outros presidenciáveis, como Lula (51 mil inscritos), Ciro Gomes (19,7 mil) e Sergio Moro (5,8 mil), estão muito atrás no número de seguidores.

Moraes decidiu no fim da tarde deste domingo (20) permitir o funcionamento do Telegram no país após o cumprimento, pela plataforma, de determinações feitas por ele.

O ministro havia acolhido um pedido da Polícia Federal e determinado que plataformas e provedores de internet bloqueassem o funcionamento do Telegram.

A previsão era a de que o bloqueio começaria a valer a partir desta segunda. Na prática, com a revogação da decisão inicial, o Telegram não chegou a ser suspenso em massa.

O Telegram é visto como uma das principais preocupações para as eleições de 2022 devido à falta de controles na disseminação de fake news e se tornou também alvo de discussão no Congresso e no TSE para possíveis restrições em seu funcionamento no Brasil.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda que o magistrado promove uma “perseguição implacável” contra ele.

“Sabemos da posição do Alexandre de Moraes. É uma perseguição implacável para cima de mim. Tivemos momentos difíceis no ano passado, quando o TSE [Tribunal Superior Eleitoral] julgou a possibilidade de cassação da chapa Bolsonaro-Mourão por fake news”, disse Bolsonaro, durante entrevista à TV Jovem Pan.

Info: Folha Press

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