Entre os principais nomes da política nacional, Bolsonaro é disparado o que mais faz sucesso nesta rede social.

Foto: Sergio Lima
O presidente Jair Bolsonaro (PL) ganhou mais de 150 mil seguidores no Telegram, após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinar o bloqueio do aplicativo no Brasil.
Na sexta-feira (18), dia em que Moraes ordenou a interrupção do serviço, Bolsonaro tinha 1,089 milhão de inscritos em seu canal na plataforma. Nesta segunda-feira (21), o número já passa de 1,242 milhão.
Entre os principais nomes da política nacional, Bolsonaro é disparado o que mais faz sucesso nesta rede social.
Os canais de outros presidenciáveis, como Lula (51 mil inscritos), Ciro Gomes (19,7 mil) e Sergio Moro (5,8 mil), estão muito atrás no número de seguidores.
Moraes decidiu no fim da tarde deste domingo (20) permitir o funcionamento do Telegram no país após o cumprimento, pela plataforma, de determinações feitas por ele.
O ministro havia acolhido um pedido da Polícia Federal e determinado que plataformas e provedores de internet bloqueassem o funcionamento do Telegram.
A previsão era a de que o bloqueio começaria a valer a partir desta segunda. Na prática, com a revogação da decisão inicial, o Telegram não chegou a ser suspenso em massa.
O Telegram é visto como uma das principais preocupações para as eleições de 2022 devido à falta de controles na disseminação de fake news e se tornou também alvo de discussão no Congresso e no TSE para possíveis restrições em seu funcionamento no Brasil.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda que o magistrado promove uma “perseguição implacável” contra ele.
“Sabemos da posição do Alexandre de Moraes. É uma perseguição implacável para cima de mim. Tivemos momentos difíceis no ano passado, quando o TSE [Tribunal Superior Eleitoral] julgou a possibilidade de cassação da chapa Bolsonaro-Mourão por fake news”, disse Bolsonaro, durante entrevista à TV Jovem Pan.
Info: Folha Press