A biópsia confirmou a ocorrência do fungo e ela encontra-se em tratamento com anti-fúngicos.

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A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) monitora um caso confirmado de mucormicose, infecção fúngica conhecida como “fungo preto”, no Rio Grande do Norte. A informação foi divulgada nesta segunda-feira 7.
A paciente, uma mulher de 42 anos, tem histórico de Covid-19 e apresentou sintomas da mucormicose. A biópsia confirmou a ocorrência do fungo e ela encontra-se em tratamento com anti-fúngicos. A equipe de vigilância da Sesap revela que está acompanhando o quadro, avaliando os exames, o histórico de movimentações da paciente e sua situação clínica atual.
O Brasil investiga alguns casos de mucormicose em pacientes com histórico de covid-19. Conhecida como fungo preto, a doença afeta principalmente pessoas com diabete descontrolada ou que fazem uso de imunossupressores. A Índia já registrou casos de mucormicose relacionados ao coronavírus. A doença é causada por um fungo da família Mucolares. Se não for tratada corretamente e no tempo certo, a mucormicose pode necrosar os tecidos e até levar à morte.
A mucormicose é uma doença rara que já era vista no Brasil antes do surgimento da covid-19. O infectologista Marcello Magri, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), disse que costuma atender de um a três casos por ano da doença. De acordo com Magri, a doença é causada por fungos da ordem Mucorales. Os mais frequentes são os do gênero Rhizopus. Quando o fungo entra no organismo e encontra um ambiente adequado à sua sobrevivência, ele começa a se multiplicar, gerando inflamação. O fungo invade tecidos e vasos, diminuindo a oxigenação e levando essas estruturas à morte (necrose).
Se o fungo chegar ao cérebro, pode ser fatal. O fungo está no ambiente. “Ele está no solo, nas frutas, na matéria orgânica em composição, no bolor de frutas ou do pão. Todos nós poderíamos ter a oportunidade de inalar esporos desse fungo. Convivemos com ele”, explica Magri. Apesar de as pessoas estarem expostas ao fungo, é raro que haja condições para desenvolver a mucormicose.
Info: Agora RN