Segundo o texto, “o processo de desinformação desencadeado” por Heinze “tem implicações nefastas diante da grande repercussão da CPI no país”.

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O senador sergipano e líder do Cidadania no Senado, Alessandro Vieira, informou que entrou com uma representação por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado contra o senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS). Segundo o parlamentar, por ele “estar prestando um desserviço ao repetidamente trazer informações falsas” na CPI da Covid-19.
“A CPI e o Senado não podem se prestar a isso”, declarou Vieira, durante a sessão da CPI. Ao ouvir a fala do colega sergipano, Heinze respondeu: “As minhas informações não são falsas, pode entrar com representação, sem problema nenhum”.
O senador Alessandro informa na representação que seu colega Luis Carlos Heinze “tem utilizado de forma indevida” seu espaço na CPI, “para divulgar informações falsas, manipulando dados e fatos a fim de defender suas crenças ideológicas”.
Ainda segundo o texto, “o processo de desinformação desencadeado” por Heinze “tem implicações nefastas diante da grande repercussão da CPI no país”.
O requerimento aponta que Heinze divulgou supostos estudos científicos recomendando o tratamento precoce contra a Covid-19, incluindo o uso de fármacos reconhecidamente ineficazes, como hidroxicloroquina e ivermectina.
“O desserviço prestado pelo senador durante suas falas, aproveitando-se da prerrogativa de sua posição política para disseminar desinformação, tem o potencial de aumentar a crise de saúde pública no país”, insiste a representação, que sequer possui formação médica. “Mesmo diante de tantas e reiteradas advertências, o senador Heinze tem continuado a ser o porta-voz de gravíssimas desinformações”, diz o documento.
Heinze tem participado ativamente das sessões da CPI e defendido o governo federal com protocolos questionados por especialistas. Heinze frequentemente usa dados sem comprovação científica e dados distorcidos. Assim como a atuação na CPI, a carreira política de Heinze é marcada por polêmicas, sendo a principal delas o inquérito a que respondeu sob a racismo e homofobia no Supremo Tribunal Federal (STF). Embora garanta não haver relação com sua atuação na CPI, Heinze é tido como pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul.