Alckmin diz que governo decidirá ‘mais à frente’ sobre possível prorrogação de programa de descontos em carros

Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento afirmou que programa 'mostrou' que redução de carga estimula vendas. Haddad já disse não haver 'margem' para prorrogação.

20 de junho de 2023

Foto: reprodução

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (20) que o fim do programa de incentivo para compra de carros zero quilômetro ainda não está definido. Ele avaliou que a medida é um “sucesso” e mostrou que redução de carga estimula vendas.

Alckmin – que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços – deu a declaração após evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre o mercado regulado de carbono e a competitividade industrial.

“Isso vai ser decidido um pouco mais para frente. Provavelmente, essa não é uma decisão definitiva, mas provavelmente quando acabar os R$ 500 milhões, acabou o programa, o estímulo”, afirmou.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já afirmou que o governo federal “não tem margem” para prorrogar o programa.

No total, o governo reservou R$ 1,5 bilhão para o programa: R$ 500 milhões para automóveis, R$ 700 milhões para caminhões e R$ 300 milhões para vans e ônibus.

Mais de 60% dos recursos destinados para o incentivo para automóveis já foram utilizados, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Alckmin ainda criticou a carga tributária brasileira taxa básica de juros brasileira e afirmou que este é o principal entrave para a indústria automobilística. “Enquanto o juro não cai, e temos certeza que ele vai cair, vamos ajudar para que o consumidor possa ter acesso”, disse Alckmin.

“O fato é que foi um sucesso [o programa]. E mostrou o seguinte: reduza um pouco a carga tributária que vende mais”, afirmou.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (21) e deve manter pela última vez, segundo análise do mercado financeiro, a taxa básica de juros da economia estável em 13,75% ao ano, patamar que se mantém desde agosto de 2022.

Info: G1

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