Teresina recebeu nove pacientes de Manaus na sexta-feira (16). Neste sábado (16), segundo o Hospital Universitário, dois continuavam na UTI.

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Dois dos nove pacientes com Covid transferidos de Manaus para Teresina continuam internados na UTI do Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal do Piauí (UFPI), segundo o diretor da unidade, Paulo Márcio Nunes. Os outros sete pacientes permanecem em leitos clínicos.
Teresina recebeu às 11h45 da sexta-feira (15) os nove pacientes vindos de Manaus, capital que já registra, em janeiro, um número recorde de internações pela Covid-19 desde o início da pandemia. Além disso, vive uma crise devido ao desabastecimento de oxigênio. Além de receber os pacientes, Teresina enviou cilindros de oxigênio para Manaus.
A maioria dos pacientes é homem, com menos de 60 anos e sem comorbidades, segundo a médica Ana Tecla, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os primeiros pacientes chegaram às 12h10 ao Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e dois pacientes foram direto para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital.
“Dois não estão bem e foram transferidos de ambulância equipada com UTI para leitos de UTI do hospital”, informou Paulo Márcio, diretor do HU.
Havia 11 ambulâncias e 28 profissionais à espera dos pacientes no aeroporto Senador Petrônio Portella, em Teresina, onde pousou o avião da Força Aérea Brasileira com os pacientes. Sendo duas ambulâncias de suporte avançado, seis de suporte intermediário e três de suporte básico.
A previsão inicial era de que Teresina recebesse 30 pessoas com Covid. Contudo, segundo Gilberto Albuquerque, presidente da Fundação Municipal de Saúde de Teresina, a dificuldade de Manaus para conseguir oxigênio para o traslado de pacientes impediu, no momento, a transferência de todos. A aeronave partiu às 10h do Amazonas.
“Vieram nove, porque outras cidades mais próximas também ofereceram vagas. Como há grande necessidade de oxigênio para Manaus e a distância para Teresina é grande, o Ministério preferiu deslocar para cidades mais próximas. A dificuldade toda é porque ainda não conseguiram oxigênio suficiente para trazer todos os pacientes para Teresina”, disse Gilberto Albuquerque.
Logística
A FAB informou que “duas aeronaves C-99 do Primeiro Esquadrão do Segundo Grupo de Transporte (1º/2º GT) – Esquadrão Condor, acionadas pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), cumprem as missões que têm como objetivo minimizar os impactos no sistema de saúde da capital amazonense”.
Segundo a FAB, o planejamento é de que voos saiam de Manaus (AM) com destino a São Luís (MA), Teresina (PI), Natal (RN), João Pessoa (PB), Brasília (DF) e Goiânia (GO), transportando pacientes e profissionais de saúde.
Capacidade do HU
O diretor do hospital disse que o HU possui capacidade para atender tanto os pacientes vindos de Manaus como piauienses que precisarem de tratamento para a Covid-19.
“Ainda com a vinda dos pacientes, nós poderemos chegar no dobro da capacidade, caso os piauienses precisem, mas não precisa. Ontem nós estávamos com três pacientes, demos alta. Hoje, nós não temos nenhum paciente internado com essa doença”, disse ele na sexta-feira (15).
Além disso, segundo a FMS, os leitos ocupados foram criados especialmente para receber estes pacientes, ou seja, a transferência desses pacientes não irá causar prejuízos para os teresinenses.
Apoio às famílias
De acordo com o gestor, os pacientes vieram de Manaus somente com os profissionais de saúde, ou seja, sem o acompanhamento de familiares. Entretanto, as famílias serão informadas sobre o estado de saúde de seus entes por meio da assistência social do HU.
“Nós temos uma assistente social fazendo as tratativas com as famílias, identificando. Vamos fazer dois boletins diários e um boletim à noite para essa família, para esse pai, mãe que ficou lá sem saber o destino da vida do seu ente querido. Esse cuidado de acolhimento da família nós faremos, mas por telefone”, comentou.
Info: G1