Pagamento do 13º deve injetar R$ 5,31 bilhões na economia do Ceará

Segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 2,8 milhões de pessoas no Estado receberão um valor médio de R$ 1.758,64.

5 de dezembro de 2020

Foto: Reprodução

O pagamento do 13º salário deve injetar cerca de R$ 5,31 bilhões na economia cearense até o fim do ano. Segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 2,8 milhões de pessoas no Estado receberão um valor médio de R$ 1.758,64.

Em transmissão ao vivo pelas redes sociais, ontem (4), o governador Camilo Santana anunciou que o pagamento da segunda parcela do 13º de 181 mil servidores estaduais ativos, aposentados e pensionistas será paga no próximo dia 15 de dezembro. Segundo ele, o repasse, juntamente com o pagamento dos salários referentes a novembro e dezembro totalizarão R$ 2,45 bilhões em circulação.

O conselheiro do Conselho Regional de Economia Ceará (Corecon), Ricardo Eleutério, lembra que a injeção, já esperada todo ano, é bem-vinda especialmente durante a pandemia e com a proximidade do fim do auxílio emergencial. Ele acredita que esse recurso deve contribuir para manter ou ainda melhorar a dinâmica da atividade econômica.

“Essa semana, o IBGE divulgou o resultado do PIB do terceiro trimestre, que teve um crescimento de 7,7% em relação ao segundo. Mas para o quarto trimestre, a expectativa é que esse crescimento seja de apenas 1% em relação ao terceiro. Nós teremos uma desaceleração”, aponta.

Ele aconselha que os beneficiários do 13º salário permaneçam com uma postura cautelosa e aproveitem o recuso extra para pagamento de dívidas e criação de uma poupança.

“A partir de 2021, os estímulos monetários e fiscais dados durante a pandemia deverão ser gradativamente retirados. Muitas pessoas perderam renda parcial ou totalmente, o desemprego cresceu muito no País e ainda pode crescer. Então, é aconselhável essa prevenção”, orienta. Ainda assim, ele admite que parte deve ir para o consumo, embora menor que em anos anteriores.

Info: Diário do Nordeste

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